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Caso Henry Borel: perito diz em júri que menino morreu por espancamento


O quinto dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, é marcado pelo depoimento técnico do perito criminal e assessor do Ministério Público, Luiz Carlos Prestes.

Durante a sessão realizada nesta sexta-feira (29) no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o especialista afirmou que o menino Henry Borel sofreu antes de morrer, e descreveu o processo “lento”. De acordo com o depoimento de Prestes, o conjunto probatório técnico conclui que o óbito foi causado por homicídio por espancamento.

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O perito detalhou que a criança já chegou sem vida ao hospital, e que as manobras de ressuscitação realizadas pela equipe médica por cerca de 50 minutos seguiram os protocolos, mas não obtiveram resposta devido à gravidade do quadro.

A análise técnica identificou que a hemorragia interna e a laceração hepática, provocadas por ação contundente, foram as causas determinantes da morte.

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Prestes ressaltou que a massagem cardíaca hospitalar não poderia ter causado tais lesões no fígado, pois é realizada em uma área anatômica distinta. Essa tese era defendida pela defesa de Jairinho.

Hipótese de acidente é descartada

O perito foi enfático ao declarar que o acidente doméstico está “totalmente descartado”.

Segundo o depoimento, uma criança de 4 anos possui reflexos de defesa em quedas e as lesões encontradas no corpo de Henry — um total de 23 lesões identificadas pelo IML — são incompatíveis com uma queda da cama.

A perícia indicou ainda que a morte ocorreu entre duas a três horas antes da chegada à unidade de saúde, baseando-se na temperatura corporal de 34ºC aferida no hospital e na rigidez cadavérica instalada.

“Essa criança deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer com a hemorragia interna”, afirmou o perito ao descrever o sofrimento da vítima.

Dinâmica do julgamento

Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

A acusação sustenta que Jairinho desferiu as agressões, enquanto Monique Medeiros omitiu-se para preservar o relacionamento com o então vereador.

O julgamento, presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, deve durar entre sete e dez dias.

Caso os jurados decidam pela condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos réus ainda no plenário.



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