A União e o Governo do Distrito Federal formalizaram um acordo de mais de R$ 6 bilhões para socorrer o BRB.
A instituição enfrenta uma crise de liquidez após a fracassada tentativa de compra do Banco Master. O acordo foi formalizado no STF (Supremo Tribunal Federal).
Em entrevista à CNN, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, classificou o acordo como um marco positivo para a região.
“Essa é uma virada de página para o governo do Distrito Federal, para a população do Distrito Federal”, afirmou.
Segundo ela, o fortalecimento do BRB representa o fim de um período de instabilidade.
Celina Leão destacou ainda a importância estrutural do banco para a economia local.
“O BRB é um banco sólido, é um banco realmente que é estruturante para a economia do Distrito Federal e a economia da região”, disse, acrescentando que a instituição “cumpre um papel muito importante, um papel social aqui para o DF”.
Para ela, o banco sai mais fortalecido deste episódio: “mesmo diante de tanta crise, ele permaneceu firme e nós viramos essa página”.
Processo para socorrer BRB
O processo teve início quando o governo do DF impetrou uma ação no STF pedindo que a União auxiliasse o governo distrital a socorrer o Banco de Brasília.
A primeira audiência de conciliação no âmbito dessa ação ocorreu na terça-feira (26), ocasião em que foram acertados os termos do acordo, posteriormente formalizado entre as duas partes.
A proposta prevê um empréstimo ao governo do Distrito Federal com recursos do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
A garantia ao empréstimo será prestada por um sindicato de bancos públicos e privados.
Caso o governo distrital não consiga arcar com o compromisso, a contragarantia será feita por meio de recursos que o DF receberia do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.
Segundo informações do GDF, o empréstimo terá prazo de pagamento de até 15 anos, com dois anos de carência, o que significa que os pagamentos só terão início em 2028.











