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Waack: CPI do Crime Organizado convida STF e eleva tensão em Brasília


Tem toda razão de ser uma das frases mais famosas da política em Brasília: a de que se sabe como começa uma CPI, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mas nunca se sabe como termina. Pode ser que leve a mais investigações, revelações, denúncias — até prisões. Embora, ultimamente, tenham levado a… nada.

Pois já se sabe como vai começar uma delas: a do Crime Organizado. Começou de forma bombástica, fazendo convites a ministros do Supremo para comparecer, além do presidente e do ex-presidente do Banco Central, ex-ministros da Fazenda de vários governos e um ministro palaciano do atual.

Ao contrário de convocações, convites não obrigam a pessoa convidada a depor em uma CPI, portanto, os ministros convidados, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, não precisam ir.

Claro que se trata de uma armadilha, sobretudo política, dado o óbvio desgaste de se ver integrantes da Suprema Corte convidados a falar sobre eventuais ligações com um banqueiro acusado de fraude — um dos assuntos investigados por essa CPI: o escândalo do Banco Master.

Mas o que a CPI está tentando fazer, de início, é quebrar o sigilo de uma empresa à qual está ligado um dos ministros. E aí o jogo se torna muito mais perigoso para todos os envolvidos.

Dado o amplo grau de compra de acesso exercido pelo dono do Banco Master em vários setores da política brasileira, é bem reduzido o apetite no Parlamento por uma CPI voltada apenas para o tal banco.

Alguém sabe como isso terminaria? Do ponto de vista da política, talvez seja melhor nem mesmo saber, não é?

É diferente para o Supremo. Não se sabe, de fato, como essa CPI vai acabar. Para a Suprema Corte, começa mal.

 



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