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Pecuaristas levam demandas territoriais à Frente Parlamentar da Agropecuária em Brasília


Pecuaristas do movimento Vozes da Pecuária participaram, em Brasília, de uma agenda na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), durante o Dia do Agro (19). A presença do grupo marcou uma nova etapa que busca aproximar produtores rurais dos espaços de decisão e fortalecer a escuta das demandas territoriais da pecuária brasileira.

O encontro reuniu representantes do projeto, lideranças setoriais e parlamentares. Entre os presentes estavam o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, o vice-presidente Arnaldo Jardim, além de representantes de entidades ligadas ao agronegócio.

O território do Alto-Médio Araguaia foi representado pelo embaixador Guilherme Jerônimo, acompanhado por outros pecuaristas. Para ele, a participação na agenda em Brasília representa um passo importante para aproximar as demandas da região dos espaços de decisão.

“Estar na FPA é uma oportunidade de mostrar a realidade de quem produz. O Alto-Médio Araguaia tem desafios, vocação produtiva e uma contribuição importante para a pecuária brasileira. Quando o pecuarista ocupa esse espaço e fala por si, ele ajuda a construir caminhos mais alinhados com a realidade da região e com o futuro do setor”, afirma Jerônimo.

O projeto busca criar caminhos para que o produtor rural seja ouvido por quem participa da formulação de políticas públicas e decisões que afetam diretamente o setor.

Para Renata Miranda, facilitadora do movimento, a presença dos pecuaristas na FPA tem um significado simbólico e prático. “O pecuarista, muitas vezes, está distante de quem toma decisão, e isso faz com que ele perca conexão com o ambiente político que envolve o próprio negócio”. A FPA é um espaço onde discussões importantes do setor acontecem. Por isso, é fundamental que os produtores entendam como funciona o ambiente legislativo e, ao mesmo tempo, que os parlamentares ouçam quem está produzindo na ponta”, afirma.

Durante a agenda, os pecuaristas reforçaram a importância de ocupar esses espaços de diálogo sem intermediários, levando suas próprias demandas e perspectivas. A proposta é que as contribuições partam dos territórios e reflitam os desafios reais enfrentados em diferentes regiões produtoras do país.

“Eles estavam ali dizendo: nós somos os pecuaristas, representando a nossa própria voz. A pecuária está na ponta, enfrentando os gargalos do negócio, e precisa ser ouvida para avançar em desenvolvimento sustentável e na construção da pecuária do futuro”, complementa Renata.

Sobre o Movimento

O Vozes da Pecuária é uma iniciativa do Instituto Pecuária Tropical pelo Clima e entra agora em uma fase territorial, com atuação prevista em sete territórios prioritários, distribuídos em quatro biomas, 15 municípios e quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará. Juntas, essas regiões reúnem mais de 10,8 milhões de cabeças de gado.

A proposta é organizar escutas locais, fortalecer lideranças regionais e construir agendas territoriais que possam subsidiar políticas públicas, investimentos e decisões estratégicas para o setor. A atuação envolverá pecuaristas, entidades setoriais, lideranças regionais e nacionais, mercado e poder público.

Sobre o Instituto Pecuária Tropical pelo Clima

A Pecuária Tropical pelo Clima se formaliza como uma organização criada para posicionar a pecuária brasileira como parte da solução climática, valorizando sua capacidade produtiva, organização setorial e práticas sustentáveis. Liderada por pecuaristas, a iniciativa representa a evolução de um movimento que integra diferentes regiões, biomas e realidades da pecuária no Brasil, colocando o produtor no centro da discussão sobre produção de alimentos, conservação e desenvolvimento econômico.

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