Veja as principais notícias no MODO STORIES
Toffoli suspende campanha digital de Grassi à Presidência
Orçamento de 2027 prevê salário mínimo de R$ 1.741
VÍDEO: avião é encontrado desmontado em caminhão em MT
Politec procura familiares de homem de 32 anos que foi assassinado no interior de MT
Mudanças climáticas estão tornando Himalaia vulnerável, diz premiê do Nepal
Brasil aponta tratamento discriminatório em tarifas dos Estados Unidos
Primeira Copa do Mundo de Sereias reúne mais de 100 participantes na China
SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão 
NOVA MUTUM CLIMA

Armazenagem flexível ganha protagonismo com avanço da automação


O avanço da automação logística na América Latina acelera uma transformação estrutural no setor de armazenagem e amplia a pressão sobre modelos tradicionais, considerados rígidos e pouco adaptáveis às novas demandas operacionais.

De acordo com a consultoria Ken Research, o mercado de automação logística na região foi avaliado em US$ 1,1 bilhão. Já a Market Data Forecast projeta que o segmento de movimentação de materiais deve crescer a uma taxa anual de 9,8%, passando de US$ 3 bilhões em 2025 para US$ 6,4 bilhões até 2033.

O movimento acompanha a adoção crescente de robótica, inteligência artificial e sistemas automatizados nas operações logísticas. Na prática, porém, a evolução tecnológica tem esbarrado em um gargalo: a infraestrutura física de armazenagem não avança no mesmo ritmo.

Segundo Fábio Maioli, CRO da Reconlog, empresa especializada em soluções de armazenagem flexível, o setor vive um momento de inflexão.

“A logística evoluiu muito rápido nos últimos anos, mas a infraestrutura ficou para trás. Hoje, não faz mais sentido pensar em armazenagem como algo engessado. As empresas precisam de estruturas que acompanhem o ritmo da operação, e não o contrário”, destacou o executivo.

Nesse cenário, modelos de armazenagem flexível ganham espaço ao permitir que empresas ampliem ou reduzam capacidade conforme a demanda, sem necessidade de investimentos permanentes em estruturas fixas.

Entre as soluções desenvolvidas pela empresa está o RL360, modelo modular de armazenagem criado para atender operações com maior necessidade de adaptação e escalabilidade.

A proposta inclui rápida implantação, melhor aproveitamento de espaço, com vãos livres de até 50 metros, e possibilidade de adequação a diferentes segmentos industriais e logísticos.

Segundo Maioli, a mudança também altera a forma como as empresas encaram a armazenagem temporária, que deixa de ser vista apenas como medida emergencial e passa a integrar o planejamento estratégico.

“Flexibilidade não é improviso. É uma decisão de negócio. As empresas mais maduras já entenderam que ter uma estrutura adaptável significa ganhar velocidade e reduzir risco”, afirmou.

A avaliação do setor é que estruturas mais flexíveis ajudam a reduzir gargalos logísticos, melhorar o alinhamento entre demanda e capacidade instalada e acelerar processos de expansão ou reconfiguração operacional.

A Reconlog afirma possuir mais de 3,7 milhões de metros quadrados de galpões instalados no país utilizando o modelo de armazenagem flexível.

Para os próximos anos, a expectativa do mercado é de que a infraestrutura logística se torne cada vez mais orientada por demanda, substituindo projetos de longo prazo por modelos capazes de responder rapidamente às oscilações do mercado.

“A lógica mudou. Antes, a empresa construía para prever o futuro. Agora, ela precisa estar pronta para responder rápido ao que o mercado exige”, concluiu Maioli.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News