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Rússia diz que manterá apoio a Cuba e critica pressão dos EUA sobre o país


A Rússia afirmou nesta quinta-feira (21) que continuará a fornecer apoio ativo a Cuba, apesar das tentativas dos Estados Unidos de intimidar e apertar o “laço das sanções” em torno da república insular governada pelos comunistas.

Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira (20) acusações de assassinato contra o ex-presidente Raúl Castro, de 94 anos, uma grande escalada na campanha de Washington contra Cuba, onde os comunistas de Raúl estão no poder desde que seu falecido irmão, Fidel Castro, liderou a revolução em 1959.

“Continuaremos a fornecer o apoio mais ativo ao povo irmão cubano durante este período extremamente difícil”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, a jornalistas.

“Reafirmamos nossa total solidariedade a Cuba e condenamos veementemente qualquer tentativa de interferência grosseira nos assuntos internos de um Estado soberano, intimidação e o uso de medidas restritivas unilaterais ilegais, ameaças e chantagem.”

Zakharova não deu detalhes sobre o apoio que a Rússia forneceria, mas afirmou que os Estados Unidos estavam demonstrando sua “intolerância a qualquer forma de dissidência e uma personificação cínica da Doutrina Monroe revivida”.

Países mantém contato

O governo russo informou na segunda-feira (18) que está em contato constante com a liderança cubana para determinar o que pode ser feito para amenizar o impacto do bloqueio petrolífero imposto por Washington à ilha caribenha.

O bloqueio americano estrangulou o fornecimento e levou a um racionamento rigoroso, com os preços da gasolina e do diesel nos postos de abastecimento quase dobrando na semana passada.

Havana não recebe carregamentos de petróleo desde o final de março, quando o navio-tanque russo Anatoly Kolodkin entregou aproximadamente 700 mil barris – o suficiente para abastecer a ilha de dez milhões de habitantes por cerca de duas semanas.

A crise vem se agravando há semanas. O combustível praticamente desapareceu dos postos de gasolina estatais em Havana nas últimas semanas.

A escassez deixou a maioria dos cubanos impossibilitada de usar seus veículos, quatro meses depois do presidente Donald Trump ter ameaçado impor tarifas a qualquer país que exportasse combustível para Cuba.

O governo cubano reconheceu a gravidade da situação, afirmando que, embora algumas vias para a importação de combustível permaneçam abertas, apesar das medidas americanas, os novos preços variarão dependendo do fornecedor, dos custos de frete, das rotas, do seguro e das flutuações nos mercados internacionais — deixando muitos cubanos comuns se preparando para custos ainda mais altos no futuro.



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