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Quadrilhas procuram cargas de maior valor e atacam na “última milha”


O perfil dos roubos de cargas no Brasil está mudando no início de 2026. Os assaltos estão focados em cargas de alto valor e as cargas de medicamentos foram as preferidas. E as quadrilhas estão atuando mais fortemente em áreas urbanas, na chamada última milha do trajeto. O Rio de Janeiro segue na frente como líder de perdas com os assaltos.  

Os dados são do primeiro trimestre de 2026 e fazem parte do relatório “Report nstech de Roubo de Cargas”, elaborado pela nstech, empresa de software para supply chain na América Latina. O estudo é baseado nas informações apuradas pelas gerenciadoras de risco BRK, Buonny e Opentech, que integram o ecossistema da companhia. 

O roubo de medicamentos saltou de 1,7% no primeiro trimestre de 2025 para 22,3% em 2026, indicando migração das quadrilhas para alvos de maior liquidez.  

 “Diante dos dados, fica claro que o foco dos criminosos não é mais o volume e sim o valor da carga e sua liquidez. Essa migração tem implicações diretas para a segurança logística no Brasil,” analisa Cristiano Tanganelli, VP de inteligência de mercado da nstech. 

O risco urbano está na última milha. As ocorrências em trechos urbanos mais que dobraram, saltando de 18,9% para 38,5% do total de perdas do país. “O risco se aproxima da última milha, se infiltra em operações urbanas e exige uma resposta cada vez mais baseada em inteligência, integração de dados, colaboração logística e capacidade de adaptação”, completa Tanganelli.  

O relatório aponta uma transformação profunda que já estava sendo vista nos últimos meses: o risco deixou de ser apenas concentrado e previsível para se tornar dinâmico, seletivo e focado no valor e na liquidez da carga. 

O estado do Rio de Janeiro segue liderando o ranking de perdas e concentra 44% do prejuízo nacional. No primeiro trimestre do ano passado o percentual foi de 16,4%.  

O levantamento ainda mostra que o crime passou a operar com uma lógica de portfólio focada em valor: 40,4% dos prejuízos do trimestre envolveram cargas avaliadas em mais de R$ 1 milhão, sendo quase metade dessas perdas (44,4%) do setor farmacêutico.  

As cargas fracionadas seguem como a base do risco e lideram o ranking geral com 36,6%, crescendo 8,2% comparado com o 1T25.  

O roubo de cigarros despencou de 34,1% para apenas 3,7%, quando comparado o primeiro trimestre de 2025 e 2026.  

Novo calendário do crime  

O calendário da criminalidade também mudou. A quinta-feira assumiu a liderança, concentrando 30% dos prejuízos, seguida pelas segundas (20,7%) e terças-feiras (16,5%). O domingo, que representava mais de 10% nos anos anteriores, caiu para 1,4%.  

Na análise de horários, a manhã (28,6%) e a madrugada (28%) foram os períodos mais críticos, com o segundo apresentando uma alta em relação ao primeiro trimestre de 2025 (quando tinha apenas 12,4%), sugerindo uma tática de exploração de janelas de menor fiscalização.  

Entre as rodovias, a BR-101 (21,6%) e a BR-116 (13%) voltaram ao radar com força e lideraram os prejuízos nacionais rodoviários.



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