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Projeto de cobre da Ero e Vale pode produzir 70 mil t/ano em Carajás


A mineradora canadense Ero Copper anunciou na última segunda-feira (23) os resultados do primeiro estudo econômico do projeto Furnas, de cobre e ouro, localizado na província mineral de Carajás, no Pará.

O volume inclui aproximadamente 70 mil toneladas de cobre, além de ouro e prata como subprodutos, que ajudam a reduzir os custos operacionais.

Desenvolvido em parceria com a Vale Base Metals, o empreendimento prevê investimentos iniciais de cerca de US$ 1,3 bilhão e pode se tornar uma das principais novas minas de cobre do país. As ações da empresa na Bolsa de Toronto subiram 8% na abertura do pregão desta terça-feira (24).

O projeto está em fase inicial de desenvolvimento e a Ero poderá adquirir 60% de participação após cumprir as etapas técnicas previstas no acordo com a Vale, que permanecerá como sócia minoritária.

Segundo a empresa, o estudo preliminar indica uma mina com vida útil inicial de 24 anos, com produção média anual equivalente a cerca de 108 mil toneladas de cobre equivalente nos primeiros 15 anos de operação.

Pelas estimativas do estudo, o projeto pode gerar um VPL (valor presente líquido ) de cerca de US$ 2 bilhões e uma taxa interna de retorno de 27%, indicadores considerados robustos para projetos minerais de grande porte.

Localizado em uma das regiões mineradoras mais consolidadas do país, o projeto Furnas fica a cerca de 50 quilômetros da mina de Salobo e próximo à infraestrutura logística da Vale, incluindo ferrovia e energia elétrica, tendendo a reduzir os investimentos necessários em infraestrutura.

O estudo divulgado é uma Avaliação Econômica Preliminar, etapa inicial do desenvolvimento de um projeto mineral, e ainda inclui recursos considerados geologicamente mais incertos.

Novas campanhas de perfuração, estudos ambientais e análises de engenharia devem ocorrer nos próximos anos antes de uma eventual decisão final de investimento.

O projeto Furnas integra a estratégia de crescimento da Ero no Brasil e reforça a expansão dos investimentos em cobre na região de Carajás, que concentra alguns dos maiores depósitos do metal no mundo e vem ganhando importância com o aumento da demanda global ligada à eletrificação e à transição energética.

Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) indicam que a demanda global pelo metal pode crescer cerca de 30% até 2040.

Em linha com essa tendência, a Vale anunciou em 2025 que pretende dobrar sua produção de cobre até 2035, reforçando a aposta no metal como um dos principais vetores de crescimento da companhia nas próximas décadas.

Na última segunda-feira, a Vale anunciou que planeja investir US$ 3,5 bilhões até 2030 na expansão da produção de cobre na região de Carajás.

Segundo a mineradora, os investimentos previstos são de US$ 300 milhões em 2026, US$ 400 milhões em 2027, US$ 800 milhões em 2028, US$ 900 milhões em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030.



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