O Ministério da Agricultura e Pecuário do Brasil (MAPA) confirmou que estabeleceu um comitê de crise junto com representantes da União Europeia para discutir a decisão do bloco europeu de restringir as importações de carnes brasileiras por uma questão fitossanitária.
Especialistas ouvidos pelo CNN Agro consideram a decisão da UE mais “política” do que econômica e técnica. Nesta terça-feira (12), o bloco publicou uma lista que exclui o Brasil da lista de países aptos a exportar carnes para o bloco. A medida passa a valer em 3 de setembro.
“A questão sanitária não é justificativa para impedir o comércio de mel, o impedimento da exportação não nos preocupa do ponto de vista técnico, pois estamos muito seguros com relação a qualidade do nosso produto”, disse à reportagem Renato Azevedo, presidente da Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel).
Ele também destaca que ainda é preciso ter clareza sobre a decisão que, segundo ele, teria cunho político, visto as manifestações de agricultores europeus contra o acordo de livre comércio.
De acordo com o documento, animais vivos e destinados à produção de alimentos não poderão ser enviados à UE. Ficam bloqueados bois, cavalos, ovos, peixes, mel e aves.
A Peixe BR, entidade que representa a piscicultura nacional, informou que está analisando a situação. “Estamos estudando o assunto para definir nosso posicionamento”, disse Francisco Medeiros, presidente-executivo da Peixe BR.











