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O que esperar do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping?


O presidente dos Estados Unidos Donald Trump viaja nesta terça-feira (12) para a China, onde se encontrará com o líder chinês Xi Jinping em um dos momentos mais significativos das relações internacionais deste ano. O encontro ocorre em meio a tensões comerciais, disputas geopolíticas e um cenário interno americano marcado pela proximidade de eleições de meio de mandato.

Ao Live CNN, Fernando Brancoli, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), analisou o que está em jogo nesse encontro e quais as expectativas da comunidade internacional.

Interesses comuns e pontos de ruptura

Segundo Brancoli, apesar de Estados Unidos e China compartilharem interesses em comum em áreas como trocas comerciais e estabilidade regional, as divergências entre os dois países têm se aprofundado nos últimos anos. “A guerra de tarifas entre os Estados Unidos e a China, iniciada por Trump e depois respondida por Xi Jinping. Há também um embate sobre como lidar com o Irã“, destacou o especialista, ressaltando os pontos de tensões entre as duas potências.

Motivações internas de Trump

O professor apontou que a viagem de Trump à China ocorre em um momento politicamente delicado nos Estados Unidos, com eleições de meio de mandato se aproximando. “Há uma expectativa de que Trump possa perder o controle tanto do Senado quanto do Congresso. Uma das apostas é de que ele vai buscar notícias positivas na China, acordos comerciais, se possível, redução de tarifas para tentar dar uma apaziguada na inflação”, analisou Brancoli. O objetivo seria melhorar os indicadores econômicos antes do pleito.

A China e a disputa por influência global

Brancoli destacou que, na perspectiva de membros do governo americano, a China teria se aproveitado de uma certa leniência dos Estados Unidos ao longo dos últimos anos. O especialista lembrou que a China desenvolveu programas como a nova rota da seda, com investimentos maciços em diversas regiões, inclusive na Venezuela e no Irã. “Os norte-americanos entendem que algo precisa ser feito”, ressaltou o professor. “Eles entendem que estão perdendo espaço no mundo, que a China tomou espaços que historicamente seriam dos Estados Unidos”, afirmou.

Interdependência e perspectivas do encontro

Apesar das rivalidades, o professor ressaltou que Estados Unidos e China ainda são mercados muito dependentes entre si, com destaque para mercadorias como chips e terras raras. “É um momento peculiar entre dois adversários. Ao mesmo tempo que são rivais, estão tentando encontrar benefícios que garantam para ambos algum tipo de lógica mais positiva”, concluiu Brancoli.

Tensões com o Irã como pano de fundo

O encontro entre Trump e Xi Jinping também acontece em meio às tensões entre Washington e Teerã. Brancoli avaliou que um novo escalada do conflito não é impossível, especialmente diante da ausência de um acordo sobre o enriquecimento de urânio. As declarações do primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, que aposta em novos combates em breve, também complicam as conversas sobre paz.

O professor alertou que o fechamento do Estreito de Hormuz já impacta o preço do petróleo, do diesel e dos alimentos nos Estados Unidos e no mundo. “Ou ele declara a vitória e volta para casa agora, deixando o Estreito de Hormuz semi-fechado, ou ele permanece e aposta num conflito que vai continuar gerando problemas”, analisou, referindo-se às opções de Trump.



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