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Starmer diz que “continuará governando” e desafia pedidos de renúncia


O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou nesta terça-feira (12), ao próprio gabinete, que continuará governando, ressaltando que nenhuma contestação formal foi apresentada contra sua liderança.

Starmer afirmou que assume a responsabilidade pelos resultados ruins das eleições locais da semana passada, mas que também assume a responsabilidade “por concretizar a mudança que prometemos” em 2024, quando o Partido Trabalhista foi eleito com uma vitória esmagadora.

“O Partido Trabalhista tem um processo para contestar um líder, e esse processo ainda não foi acionado”, disse o premiê, segundo seu gabinete em Downing Street. “O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e é isso que devemos fazer como gabinete”, acrescentou ele.

Os comentários desafiadores do primeiro-ministro britânico lançaram um alerta aos seus potenciais adversários. Para destituir Starmer da liderança do Partido Trabalhista – e, portanto, do cargo de primeiro-ministro – qualquer rival precisará do apoio de 81 parlamentares trabalhistas.

Em um discurso na segunda-feira (11), o líder prometeu não levar o Reino Unido de volta ao caos e à instabilidade no topo do governo que ocorreram nos últimos anos do governo conservador anterior.

Ele enfatizou ao seu gabinete: “As últimas 48 horas foram desestabilizadoras para o governo e isso tem um custo econômico real para o nosso país e para as famílias.”



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