Os Emirados Árabes Unidos disseram que suas defesas aéreas interceptaram dois drones lançados pelo Irã no domingo (10).
Em um comunicado, o Ministério da Defesa afirmou que não houve vítimas, mas que permanecia “pronto para lidar com qualquer ameaça” que enfrentasse.
Os Emirados Árabes Unidos disseram que foram atacados várias vezes nos últimos dias, após cerca de um mês de calmaria desde que os Estados Unidos anunciaram um cessar-fogo na guerra com o Irã.
Desde que o Irã começou a atacar seus vizinhos em resposta ao ataque conjunto EUA-Israel em fevereiro, os Emirados afirmaram que suas defesas aéreas interceptaram 550 mísseis balísticos, quase 30 mísseis de cruzeiro e mais de 2.200 drones.
Anteriormente, o Kuwait também informou que diversos “drones hostis” haviam entrado em seu espaço aéreo.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.











