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Polícia Militar usa bombas e gás para desocupar reitoria da USP


A Polícia Militar retirou, na madrugada deste domingo (10), estudantes que ocupavam o prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã, Zona Oeste da capital paulista. Segundo os ocupantes, a PM usou bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para realizar a desocupação.

A ocupação havia começado na última quinta-feira (7), em protesto por reivindicações ligadas à vida estudantil.

Em nota publicada nas redes sociais, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP afirmou que alunos foram espancados e ficaram feridos durante a operação. A instituição afirma também que houve espancamento e uso de bombas, gás lacrimogêneo e cassetetes.

No comunicado, os estudantes criticaram a falta de diálogo por parte do reitor da universidade, Aluísio Segurado, e do chefe de gabinete, Edmilson Dias de Freitas, e disseram que as negociações apresentadas pelos estudantes ao longo da mobilização foram ignoradas.

“A ação, de responsabilidade do reitor Aluísio Segurado e de seu chefe de gabinete Edmilson Dias de Freitas, deve ser profundamente repudiada por toda a comunidade universitária. Aluísio, Edmilson e o conjunto da Reitoria escolheram ignorar as reivindicações por melhores políticas de permanência de dezenas de milhares de estudantes e reprimir alunos e alunas que sustentam cotidianamente o ensino, a pesquisa e a extensão dentro da universidade, tudo isso em pleno Dia das Mães”, diz um segundo pronunciamento do DCE.

A CNN Brasil pediu nota para a Polícia Militar de São Paulo e para a Secretaria de Segurança Pública, mas não obteve retorno até o momento.

Greve

Entre 150 e 200 estudantes, segundo o DCE, se revezaram em diferentes turnos durante a greve, com divisão de tarefas, agenda cultural e limpeza do espaço. Eles insistem nos pontos levantados nas últimas semanas, mas a reitoria descartou novas rodadas de negociação.

Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril. Liderado pelo DCE, o movimento começou inicialmente em apoio a uma mobilização de servidores, que também cruzaram os braços no mês passado em protesto contra uma gratificação anunciada pela universidade exclusivamente para professores.

Após pressão e mobilização, os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação. Os estudantes, porém, decidiram manter a greve e passaram a concentrar esforços em suas próprias reivindicações.

A principal demanda é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que atualmente oferece benefícios entre R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil e R$ 885 para auxílio integral.

A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340. A proposta, no entanto, é considerada insuficiente pelos estudantes, que defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Segundo eles, trata-se de uma reivindicação antiga. “Faz mais de um ano que os estudantes já estabeleceram que uma de suas pautas principais em relação às bolsas estudantis está ligada ao aumento para um salário mínimo”, afirmou Dany Oliveira, estudante de Artes Cênicas.

A reitoria abriu três rodadas de negociação com os estudantes, mas, diante da rejeição da proposta apresentada, decidiu encerrar unilateralmente as conversas, gerando insatisfação entre os grevistas.

Entre outros pontos, os estudantes criticam questões estruturais da universidade, como a gestão do restaurante universitário, conhecido como “bandejão”, a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

*Sob supervisão de Felipe Andrade

Com informações do Estadão Conteúdo



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