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Juros em investimentos e empréstimos acentuam desigualdade, diz professora


A renda média do brasileiro bateu recorde, mas a desigualdade no país continua crescendo. É o que mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgados pelo IBGE. Para Carla Beni, professora de economia da FGV, a estrutura de juros vigente no Brasil é um dos principais fatores que aprofundam esse abismo social.

Em entrevista ao Agora CNN deste sábado (9), Beni explicou que o dado de renda média de R$ 3.367 contempla a soma de todas as fontes de rendimento: trabalho, aposentadoria, benefícios sociais, aluguéis, pensões e rendimentos de aplicações financeiras.

“Houve aumento de renda independente se era mais rico ou mais pobre, mas a diferença de um para o outro é muito grande”, afirmou. Segundo a professora, esses dados indicam que a sociedade brasileira pode ser dividida em dois grupos: quem gasta mais do que ganha e quem gasta menos do que ganha.

Ela explica que esse segundo grupo com sobra de renda costuma aplicar essa sobra no mercado financeiro. Com uma taxa Selic a dois dígitos há quatro anos, essa pessoa obtém rendimentos expressivos, amplificados ainda pelo mecanismo dos juros compostos.

“Isso acentua a desigualdade. Se você precisar de um empréstimo, você paga muito mais caro do que deveria. E quem tem uma aplicação financeira, recebe mais até do que deveria, porque tem o benefício da taxa e mais o juro composto”, completa a professora.

Outros fatores

Beni cita que outro fator determinante para a desigualdade é o nível de instrução. De acordo com dados apresentados pela professora da FGV, um trabalhador com ensino superior completo recebe, em média, R$ 6.947, enquanto um trabalhador sem instrução recebe R$ 1.518.

Além disso, a professora apontou que a inflação sobre bens essenciais, como alimentos, impacta de forma desproporcionalmente maior o orçamento das famílias mais pobres. O endividamento com jogos e apostas também foi citado como um problema crescente: “As pessoas estão, literalmente, comprando menos comida por causa do endividamento com jogos”, alertou.

Sobre os benefícios sociais, Beni ressaltou que mais de 60% dos postos de trabalho gerados no ano passado foram ocupados por beneficiários do Bolsa Família, o que demonstra que receber o benefício não impede o trabalhador de estar no mercado formal.

Em relação ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), a professora apontou um crescimento acima do esperado, atribuído tanto à inclusão de novas condições de saúde elegíveis ao benefício quanto a um volume expressivo de ações judiciais que garantiram o acesso ao BPC para um número crescente de pessoas.

Ao ser questionada sobre as diferenças de renda entre as regiões do país, Beni esclareceu que o desempenho destacado do Centro-Oeste se deve, essencialmente, ao Distrito Federal.

“Se você separar, o Distrito Federal vem em primeiro lugar com uma renda de mais de 4 mil reais, depois vem São Paulo e depois o Rio Grande do Sul”, explicou. Segundo ela, esse descolamento se deve principalmente aos servidores públicos, a novos concursos e a novas contratações realizadas na região.



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