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Análise: Irã pressiona EUA por melhores condições


O Irã ainda não respondeu à proposta dos Estados Unidos relacionada ao programa nuclear iraniano. Segundo o analista de internacional Lourival Sant’Anna, a demora não é apenas um sinal de rejeição, mas também uma estratégia deliberada de pressão por melhores condições.

De acordo com Sant’Anna, em comentário no CNN Prime Time deste sábado (9), o Irã quer preservar o direito de continuar desenvolvendo seu programa nuclear, que o país garante ser pacífico, mantendo-se sob as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica. Esse modelo já havia sido adotado após o acordo de 2015, que vigorou até 2018, quando foi rompido por Trump.

“O Irã pressiona por melhores condições e pressiona como? Com o tempo, que é o que ele tem. Ele considera que tem mais tempo que Trump no ponto de vista político”, afirmou o analista.

Apesar de enfrentar severas sanções econômicas, o regime iraniano avalia que consegue sustentar politicamente esse custo por mais tempo do que seus interlocutores. Sant’Anna destacou que a própria CIA teria informado que o Irã suporta ainda até quatro meses desse estrangulamento econômico.

No campo diplomático, o dia foi marcado por uma movimentação relevante no Estreito de Ormuz. Pela primeira vez desde 28 de fevereiro, um cargueiro transportando gás natural liquefeito do Catar atravessou o estreito sem incidentes.

Coincidentemente, o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, se reuniu na Flórida com Marco Rubio e com Steve Witkoff, enviado especial do presidente Trump para o tema.

Sant’Anna avaliou que o Catar parece estar atuando com eficácia como intermediário, retomando seu papel histórico de mediador, especialmente nos conflitos relacionados à Faixa de Gaza. “Aparentemente, o Catar está negociando bem com o Irã, porque foi o Irã que permitiu a passagem desse navio”, disse o analista.

Outro fator de peso na equação é a China. Sant’Anna ressaltou que Pequim detém considerável poder de arbitragem sobre o tema, dado que 90% do petróleo iraniano é vendido para os chineses. O Paquistão, apontado como principal negociador intermediário, também é dependente da China em termos de segurança.

O chanceler iraniano Abazarak se reuniu com o chanceler chinês Wang Yi durante a semana, e os dois países teriam se alinhado em suas posições. “Você vê que a China tem um poder de arbitragem e vai também usar esse poder nessa negociação”, concluiu Sant’Anna.



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