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Guerra será mais decisiva para as eleições do que Master, diz especialista


A guerra no Oriente Médio e seus efeitos econômicos representam o fator com maior potencial de influenciar as eleições brasileiras de 2026, superando em relevância as investigações do caso Master. A avaliação é de Silvio Cascione, diretor da consultoria Eurasia no Brasil, em entrevista ao WW desta sexta-feira (8).

Cascione avaliou que, embora o caso Master seja um fator importante no cenário eleitoral, ele não é o mais decisivo. “O mais importante hoje, que mais tem capacidade de virar essa eleição, é a guerra”, afirmou.

Segundo Cascione, o conflito e seus desdobramentos econômicos têm o potencial de neutralizar iniciativas adotadas pelo governo para conquistar apoio popular, como o programa Desenrola, a discussão sobre o imposto de renda e a proposta de fim da escala 6×1.

Cenário eleitoral empatado

O analista destacou que, se as eleições fossem realizadas neste fim de semana, o resultado seria muito disputado. “Está muito empatado. O Flávio, eu acho que talvez ganhasse, se a eleição fosse amanhã. O problema para o Flávio e para a oposição é que a eleição não é amanhã”, disse Cascione.

Ele ponderou que o calendário eleitoral, com a votação marcada somente para outubro, favorece o governo. Segundo Cascione, candidatos em busca de reeleição, tanto de direita quanto de esquerda, costumam ganhar entre 4 e 5 pontos percentuais durante o período eleitoral, em média.

O diretor da Eurasia explicou que a vantagem do governo reside na capacidade de tomar medidas concretas até o pleito. “Você tem a caneta na mão, você vai tomando medidas”, observou, citando iniciativas como o Desenrola e a tramitação da proposta do 6×1 no Congresso.

Sobre o caso Master, o analista reconheceu que ele pode prejudicar a corrida do governo, mas ressaltou que também pode representar um problema para a oposição. Para Cascione, o elemento que mais claramente pode afetar qualquer dos lados e retirar a vantagem do governo é, justamente, a guerra.



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