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Mulher esfaqueia cabeleireiro em SP: veja antes e depois de procedimento


A mulher que atacou o cabelereiro Eduardo Ferrari dentro de um salão de beleza na zona Oeste de São Paulo, na tarde dessa terça-feira (5), havia sido atendida 30 dias antes. Ela foi presa após dar uma facada no cabeleireiro.

Imagens mostram o antes e depois do cabelo de Laís Gabriela. Quando chegou no salão, o cabelo era escuro. Ela passou por um processo de clareamento, com mechas em tons de loiro mel e dourado.

No “antes”, o cabelo está liso, chapado e repartido ao meio de forma simples. No “depois”, ele apresenta muito mais volume e movimento, com uma finalização em ondas. Veja abaixo:

Segundo a SSP (Segundo a Secretaria de Segurança Pública), a autora confessou o crime, que foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91° Distrito Policial.

O que diz a lei sobre o caso?

Do ponto de vista legal, o caso deve ser analisado por duas vertentes do direito.

A primeira do fato concreto da agressão, de acordo com o código penal, e em segundo plano, os meios corretos para reclamar — o que são chamados de “vícios de qualidade” — no prisma do consumidor.

O CDC (Código de Defesa do Consumidor) garante ao consumidor o direito de exigir a reexecução dos serviços ou a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, quando provado que violam o Art. 20.

A lei garante que o prestador de serviços responde pelos vícios de qualidade independentemente da existência de culpa, baseando-se no risco da atividade econômica.

No entanto, a lei não autoriza o uso da força ou da violência para exercer esses direitos, e neste momento o caso deixa a esfera cível para área criminal do direito.

Entenda acusações

Conforme o Código Penal, a conduta de ofender a integridade corporal de outra pessoa configura o crime de lesão corporal (Art. 129), com pena de detenção ou reclusão.

Se houver a intenção de matar, o crime pode ser reclassificado como homicídio tentado.

Além disso, o ato de proferir ameaças de causar mal injusto e grave é tipificado como crime de ameaça (Art. 147).

A CNN Brasil tenta contato com a defesa da suspeita. O espaço está aberto para uma manifestação.

 



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