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‘Fazenda de Starlink’ na Amazônia viraliza nas redes sociais; confira


Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra uma estrutura com dezenas de antenas Starlink instaladas em Tabatinga, no Amazonas (AM). O conteúdo, que foi publicado pelo usuário @viajandocomoluiz no Instagram, rendeu quase meio milhão de visualizações e 16 mil curtidas até esta quarta-feira (6).

A fazenda montada na região de fronteira com o Peru é usada para captar internet via satélite e redistribuir o sinal por fibra óptica para moradores locais.

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O modelo usado no vídeo funciona com múltiplas antenas como entradas independentes de conexão. Cada terminal se conecta individualmente à constelação de satélites da Starlink e envia o sinal para uma infraestrutura terrestre de distribuição. É como uma rede compartilhada para ampliar a capacidade total de tráfego de dados.

Na prática, apesar de viável, a operação trouxe inúmeros comentários dos viewers com dúvidas sobre os termos da Starlink, a revenda do serviço sem autorização da companhia, usos compartilhados em cenários limitados, como hotéis, barcos e pontos comunitários de Wi-Fi, por exemplo.

E pode tudo isso de antena juntas?

Sobre a proximidade entre as antenas, a própria Starlink recomenda distância mínima de cerca de um metro entre os equipamentos para reduzir interferências de rádio frequência, algo que aparentemente não é respeitado na instalação viralizada. Vários terminais instalados no mesmo local continuam dividindo capacidade dentro da mesma célula geográfica de satélites.

Ganho de velocidade acontece na capacidade total da rede, em que mais usuários usam a internet ao mesmo tempo sem derrubar o desempenho geral. Ferramentas de agregação de links conseguem combinar diferentes conexões para distribuir o tráfego, mas a velocidade final ainda depende do limite físico de cada terminal e da disponibilidade dos satélites naquela região.

Apesar de todo o “bafafá” nas redes, a iniciativa do vídeo, só aponta um cenário cada vez mais comum em áreas isoladas do Brasil, onde a internet via satélite surge como alternativa para levar conectividade a locais sem infraestrutura tradicional de telecomunicações. 

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