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Estoques de energia caem e elevam risco de desabastecimento, diz Chevron


O CEO da Chevron, Mike Wirth, afirmou que os estoques e reservas de oferta no sistema global de energia estão sendo reduzidos em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, o que eleva a volatilidade dos preços e os riscos de desabastecimento.

Em entrevista à Bloomberg TV, Wirth afirmou que cerca de 20% da oferta mundial de energia passa pelo estreito, incluindo petróleo, gás natural liquefeito e derivados, com impacto direto sobretudo sobre Europa e Ásia.

“Os estoques no sistema estão sendo consumidos e a situação de oferta está se apertando”, disse.

O executivo alertou que a redução dessas reservas operacionais tende a aumentar a pressão altista sobre os preços e a incerteza no mercado. Ele destacou que os Estados Unidos, apesar de serem o maior produtor global, não conseguem compensar integralmente a perda de oferta na região.

Wirth também apontou sinais de estresse mais agudo fora dos EUA, com riscos de interrupções no fornecimento em partes da Europa e da Ásia. Segundo ele, a Chevron reduziu parte da produção no Kuwait e na Arábia Saudita devido a limitações logísticas e ao enchimento de estoques, além de cortar a produção petroquímica na região.

Apesar do impacto recente, estimado em US$ 3 bilhões, a companhia mantém planos de elevar a produção global entre 7% e 10% neste ano, acima do crescimento esperado da demanda, de cerca de 2%.



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