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“Parte das pessoas veem apostas como investimento”, aponta especialista


Uma pesquisa Latam Pulse revelou que 35,3% dos entrevistados acreditam que as apostas online contribuem muito para o endividamento familiar, enquanto 26,2% entendem que há alguma contribuição. Apenas 11,8% dos participantes não associam as bets ao problema do endividamento.

O cenário preocupante foi debatido com a especialista em planejamento e comportamento financeiro e CEO da Planejar, Ana Leoni, durante o Hora H desta sexta-feira (1º). “Uma parte das pessoas olham as apostas como investimento, e isso causa uma distorção. A pessoa não vê como um problema, porque ela vê como uma possibilidade de ganho de dinheiro rápido”, afirmou Leoni.

Ana Leoni destacou que o Brasil convive atualmente com 80,4 milhões de famílias endividadas, e que boa parte dessas dívidas está relacionada às apostas esportivas. Para ela, o problema vai além de comportamentos pontuais: “É um problema estrutural. A gente está falando de juros que são muito altos, os spreads bancários também acabam encarecendo o custo da dívida das pessoas”, explicou.

A especialista também apontou que a falta de informação e educação financeira contribui para o agravamento do cenário. Segundo ela, há um misto de “falta de conhecimento, desespero e ignorância” entre os brasileiros que recorrem às apostas como solução financeira. “As apostas nasceram para o entretenimento, mas as pessoas acabam vendo nelas um caminho para resolver a situação da vida financeira delas”, disse.

Para Ana Leoni, o crescimento dos influenciadores financeiros no Brasil é um sinal do interesse crescente da população pelo tema, mas não se traduz necessariamente em mudança de comportamento. “As pessoas estão buscando muita informação, mas ainda a gente está vendo se planejar pouco. Informação só não basta”, avaliou.

Ela defendeu que o Brasil popularizou os investimentos antes de disseminar a cultura do planejamento financeiro, e que é preciso inverter essa lógica. “Essas pessoas precisam, de fato, ver no planejamento o estilo de vida e não apenas o momento em que precisam sair do sufoco”, concluiu.

Desenrola 2.0

No contexto do programa Desenrola 2.0, cujo lançamento oficial está previsto para segunda-feira (4), Ana Leoni avaliou positivamente a medida que prevê o bloqueio de apostas por um ano para quem aderir ao programa.

Entre os pontos adiantados do programa estão juros de no máximo 1,99% ao més, descontos de 30% a 90% no valor das dívidas e a possibilidade de uso de até 20% do saldo do FGTS. A especialista chamou a iniciativa de “bote salva-vidas” para famílias com dívidas consideradas impagáveis.

No entanto, Ana Leoni alertou para o chamado “risco moral”: a possibilidade de que pessoas renegociem suas dívidas, mas voltem a se endividar por não receberem orientação financeira adequada. “Há o risco, sim, dessas pessoas recorrerem nas dívidas. Por quê? Porque elas não vão conseguir ter um fôlego muito mais prolongado”, afirmou.

Ela citou dados recentes que indicam que os brasileiros comprometem cerca de 30% da renda com o pagamento de juros, o que torna o ciclo do endividamento difícil de romper sem apoio profissional.



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