Uma iniciativa baseada em horta escolar tem transformado a rotina de alunos da Escola Estadual de Tempo Integral Daury Riva, em Mato Grosso, conforme informações divulgadas pela própria unidade de ensino. O projeto “Cultivando o Futuro: Educação, Sustentabilidade e Práticas na Escola” integra atividades pedagógicas com práticas sustentáveis, estimulando protagonismo estudantil, consciência ambiental e aprendizagem ativa no ambiente escolar.
Conforme apurado, a proposta conecta conteúdos teóricos à vivência prática por meio da criação e manutenção de uma horta escolar, permitindo que estudantes participem diretamente do plantio, manejo e acompanhamento do cultivo. A iniciativa dialoga com diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incentiva metodologias ativas e interdisciplinares para o desenvolvimento de competências socioemocionais e cognitivas.
Aprendizado prático e integração curricular
De acordo com o professor Cleber Borges dos Santos, responsável por ações de protagonismo estudantil, a participação dos alunos é central no projeto. “Eles trazem ideias, ajudam no plantio e se sentem responsáveis pelas ações. É um momento de interação e construção coletiva”, afirmou, em relato à equipe escolar.
Já o professor de matemática e pensamento científico, Eder Rodrigues dos Santos, destacou que a horta escolar vai além da produção de alimentos. “É um espaço onde os alunos desenvolvem conhecimentos científicos e matemáticos, além de valores como responsabilidade e trabalho em equipe”, explicou.
Especialistas em educação apontam que experiências como essa favorecem o chamado “aprendizado significativo”, conceito defendido por estudiosos como David Ausubel, no qual o estudante relaciona novos conhecimentos com vivências concretas. No Brasil, o Ministério da Educação também reconhece hortas pedagógicas como ferramentas eficazes para educação ambiental e alimentar.
Impacto no comportamento e na participação dos alunos
Os estudantes relatam mudanças na forma como enxergam a escola. O aluno Kaiky Frasson, do 7º ano, afirmou que passou a se sentir mais participativo. “Aprendi que posso contribuir e ajudar a construir coisas com meus colegas”, disse.
Maria Luísa Oliveira Souza, também do 7º ano, destacou o ambiente colaborativo. “A gente aprende a dividir tarefas e resolver problemas juntos. Isso me deixou mais confiante”, relatou.
Segundo a direção da escola, a horta escolar também contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico, já que os alunos são incentivados a observar, testar soluções e lidar com desafios reais do cultivo, como clima e manejo do solo.
Educação sustentável e formação cidadã
A diretora Rosicacia Florêncio Costa avaliou que a iniciativa fortalece a chamada cultura maker, na qual o aluno aprende fazendo. “Ao compreenderem a origem dos alimentos e a importância da preservação ambiental, os estudantes adotam atitudes mais conscientes no dia a dia”, afirmou.
Projetos de horta escolar sustentável e educação ambiental vêm sendo adotados em diferentes regiões do país como estratégia para promover alimentação saudável, reduzir desperdícios e estimular responsabilidade socioambiental entre jovens.
Para especialistas, ações como essa também contribuem para o engajamento escolar, reduzindo evasão e fortalecendo vínculos entre alunos e comunidade.
Quer acompanhar mais iniciativas de educação e sustentabilidade? Continue acessando conteúdos atualizados e aprofundados sobre o tema.
Reportagem baseada em informações divulgadas pela Escola Estadual de Tempo Integral Daury Riva.
Google Notícias
Siga o CenárioMT
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.











