Milhares de sul-coreanos se reuniram em Seul nesta sexta-feira (1°) para celebrar o Dia do Trabalho como feriado nacional.
Antes de 2026, apenas os trabalhadores do setor privado tinham folga remunerada em 1º de maio.
A Assembleia Nacional da Coreia do Sul aprovou um projeto de lei em março de 2026 que instituiu o Dia do Trabalho como feriado nacional, garantindo a todos os trabalhadores da Coreia do Sul, independentemente do tipo de vínculo empregatício, o direito ao descanso no Dia do Trabalho.
No entanto, os participantes e organizadores da manifestação sentiram que mais poderia ser feito para promover os direitos trabalhistas.
A manifestação no centro de Seul foi liderada pela KCTU (Confederação Coreana de Sindicatos), e contou com a participação de trabalhadores de vários sindicatos.
Jeong Ho-il, porta-voz da KCTU, disse à agência Reuters que a manifestação visava apoiar trabalhadores “como aqueles com contratos temporários e freelancers que ainda não recuperaram totalmente seus direitos”.
Jeong acrescentou que a manifestação também mencionou as recentes greves dos sindicatos da Samsung.
“Eles (o sindicato dos trabalhadores da Samsung) estão apresentando reivindicações legítimas com base nos três direitos trabalhistas básicos garantidos pela Constituição”, disse ele, enfatizando que a KCTU se solidarizará com o sindicato para garantir seus direitos trabalhistas.
Em 23 de abril, dezenas de milhares de trabalhadores da Samsung Electronics se reuniram em um extenso complexo fabril ao sul de Seul, expressando sua indignação com os níveis de remuneração antes de uma longa greve planejada que poderia interromper a produção de chips de IA.
O protesto realizado no campus da Samsung em Pyeongtaek parece ter tido pouco efeito sobre o sentimento dos investidores. As ações da Samsung subiram 3%, fechando em um recorde histórico, impulsionadas por um aumento no lucro trimestral da SK Hynix, que atingiu um recorde histórico.











