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Trump vê bloqueio naval ao Irã como melhor opção para forçar negociações


O presidente americano Donald Trump disse a seus principais assessores nos últimos dias que deseja que o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos continue.

Fontes familiarizadas com as negociações relataram à CNN que a equipe da Casa Branca começou a preparar o terreno para tal extensão, incluindo um fechamento de longo prazo do Estreito de Ormuz.

Trump, por ora, está se aprofundando em uma estratégia destinada a causar o máximo de prejuízo econômico possível ao Irã, na esperança de forçar Teerã a voltar à mesa de negociações sem ter que retomar os ataques militares, disseram as fontes.

Mas a estratégia para lidar com uma guerra que já dura nove semanas não está isenta de riscos para o chefe da Casa Branca, que certa vez previu que o conflito duraria no máximo seis semanas.

O fechamento de Ormuz elevou os preços da gasolina, contribuindo para o cansaço dos americanos com a guerra em curso e levando os índices de aprovação de Trump, especialmente em relação à sua gestão da economia, a novos patamares mínimos.

E o custo do conflito está aumentando – um alto funcionário do Pentágono disse a parlamentares nesta quarta-feira (29) que os EUA já gastaram US$ 25 bilhões na guerra contra o Irã. Tudo isso alimenta a ansiedade do Partido Republicano em relação às suas perspectivas nas eleições legislativas de novembro.

Também não está claro se essa estratégia funcionará – o Irã já demonstrou capacidade de resistir a graves dificuldades econômicas sem ceder às exigências americanas.

Ainda assim, Trump parece determinado a intensificar o controle sobre a economia iraniana até que Teerã ceda às suas linhas vermelhas sobre o enriquecimento nuclear, acreditando, em suas palavras, que os EUA detêm “todas as cartas”.

“O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios. Eles estão sufocando como um porco recheado. E vai piorar para eles. Eles não podem ter uma arma nuclear”, disse Trump ao site Axios em uma entrevista por telefone nesta quarta-feira.

Autoridades americanas analisaram informações de inteligência que sugerem que a economia do Irã só conseguirá sobreviver por mais algumas semanas, senão dias, antes que a pressão do bloqueio force seu colapso, disseram duas pessoas familiarizadas com as negociações, apontando para as dificuldades de Teerã em armazenar o petróleo excedente.

Trump sugeriu que não demorará muito para que o excesso de petróleo cause danos permanentes à infraestrutura energética do Irã.

“O que acontece é que esse oleoduto explode por dentro, tanto mecanicamente quanto no subsolo”, disse ele no domingo à Fox News.

“Algo acontece que simplesmente explode. Eles dizem que só têm cerca de três dias antes que isso aconteça. E quando explode, você nunca mais consegue reconstruir como era antes”, completou.

Os EUA interceptaram ou redirecionaram quase 40 navios que tentavam entrar ou sair de portos iranianos desde o início do bloqueio, no começo deste mês. Trump aposta que essa pressão será suficiente para que a diplomacia prevaleça, disseram as fontes familiarizadas com o assunto.

“O Irã acaba de nos informar que está em ‘Estado de Colapso’”, publicou Trump nas redes sociais na terça-feira. “Eles querem que a gente ‘abra o Estreito de Ormuz’ o mais rápido possível, enquanto tentam resolver a situação da liderança.”

No mesmo dia, Trump se reuniu com executivos do setor energético, onde discutiram medidas que poderiam ser tomadas para manter o bloqueio por meses, se necessário, e como limitar os efeitos sobre os consumidores americanos, disseram funcionários da Casa Branca à CNN.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, foi o anfitrião da reunião na Casa Branca, que também contou com a presença do vice-presidente JD Vance, da chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, do enviado especial Steve Witkoff e do genro do presidente, Jared Kushner, segundo um dos funcionários.

O CEO da Chevron, Mike Wirth, também compareceu, assim como executivos da Trafigura, Vitol e Mercuria. A reunião foi noticiada primeiramente pelo Axios.

Embora o Pentágono continue se preparando para o caso de o presidente decidir retomar sua campanha de bombardeios, Trump já indicou internamente que prefere fazer um acordo com os iranianos e evitar novos ataques armados, disseram as fontes familiarizadas com o assunto.

Trump apontou em conversas privadas para os riscos de retomar a campanha de bombardeios – incluindo a provável retomada dos ataques iranianos contra países do Golfo – sugerindo que o bloqueio era uma maneira mais eficaz de pressionar os iranianos a negociar.

O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar que Trump planeja recorrer à extensão do bloqueio.

Mesmo assim, ele continuou a fazer ameaças. Nesta quarta-feira, ele publicou uma imagem gerada por IA de si mesmo segurando uma arma e alertando: “CHEGA DE SER BONZINHO”.

Vários assessores e aliados próximos do presidente reconhecem o potencial risco político de manter o status quo.

O bloqueio impôs uma enorme pressão sobre a economia global, com os preços da gasolina nos EUA acima de US$ 4 por galão – eliminando um importante argumento dos republicanos antes das eleições de meio de mandato.

Ainda assim, vários conselheiros de Trump concordam que a diplomacia é a melhor solução para encerrar a guerra rapidamente, algo que Trump havia prometido quando lançou os primeiros ataques contra Teerã.

As negociações para resolver o conflito, no entanto, estão praticamente paralisadas. Trump sinalizou esta semana que dificilmente aceitaria a última proposta do Irã para encerrar o conflito, depois que Teerã apresentou um plano que reabriria o estreito, deixando as questões sobre seu programa nuclear para negociações posteriores.

O secretário de Estado, Marco Rubio, disse em entrevista no início desta semana que a nova proposta iraniana era “melhor do que pensávamos que eles iriam apresentar”, mas enfatizou que um futuro acordo deve impedir o Irã de obter uma arma nuclear.

“Basta dizer que a questão nuclear é o motivo pelo qual estamos nisso em primeiro lugar”, disse ele à Fox News na segunda-feira, acrescentando que o programa nuclear iraniano “ainda é a questão central aqui”.

Duas pessoas familiarizadas com o assunto disseram que Trump expressou suas opiniões durante uma reunião na segunda-feira com altos funcionários de segurança nacional, na qual o Irã foi discutido. Uma dessas pessoas disse que o presidente provavelmente não aceitaria a proposta.

Reabrir o estreito sem resolver as questões sobre o enriquecimento nuclear do Irã ou seu estoque de urânio quase suficiente para bombas poderia eliminar uma peça fundamental da influência americana nas negociações, disseram autoridades.

Após a reunião de segunda-feira, não ficou claro quais seriam os próximos passos de Trump.

Autoridades americanas afirmam que continuam preocupadas com o que consideram divergências com o regime iraniano e não têm certeza de quem detém o poder de decisão final sobre um possível acordo.

Por ora, as autoridades dizem que aguardam uma resposta do Irã sobre uma proposta modificada que conta com a aprovação do líder supremo Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde o início da guerra.



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