Veja as principais notícias no MODO STORIES
TJ nega recurso e mantém homem condenado a 42 anos por crime de homofobia
Planalto aposta em apoios silenciosos perante cenário incerto de Messias
Rio: esquema de segurança do show da Shakira terá quase 8 mil agentes
Artemis II: astronauta registra momento raro com iPhone 17
MT é o 2º estado com mais mortes por acidentes de trabalho no país, diz MTE
Sophie Charlotte grava casamento de Gerluce em “Três Graças”; veja vestido
Câmara realiza audiência pública nesta quarta para debater anel viário e travessias da BR-163 em Lucas do Rio Verde
Brasileiro feminino: Grêmio derrota Bahia no fechamento da 8ª rodada
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Planalto aposta em apoios silenciosos perante cenário incerto de Messias


A análise da indicação do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) mobilizou o governo em uma ofensiva intensa nas últimas horas para garantir votos suficientes no Senado. Diante de um cenário apertado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram conversas com parlamentares considerados indecisos no Centrão e até na oposição, apostando na possibilidade de dissidências silenciosas para assegurar a aprovação nesta quarta-feira (29).

Messias tem de alcançar ao menos 41 votos favoráveis no plenário do Senado para ser confirmado ao Supremo. Governistas projetam que ele conseguirá, no mínimo, 45 votos. Numa projeção mais otimista, 49 votos. Ainda assim, a margem é considerada estreita e sujeita a riscos. A oposição, por sua vez, trabalha com a expectativa de barrar a indicação, calculando que o indicado por Lula ficará em torno de 35 votos.

O ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias (PT) voltou a ser senador temporariamente para a votação — já é um voto a mais na contagem governista. E, embora seja evangélico, Messias não deve contar com o apoio de todos da bancada religiosa.

A votação secreta no plenário é vista como um fator estratégico para a base governista. Integrantes da base acreditam na existência de “votos envergonhados” — senadores que evitam declarar apoio publicamente por receio de pressões de eleitores e colegas, mas que podem votar favoravelmente a Messias na urna. Ainda nesse cálculo, interesses regionais e articulações de bastidores podem se sobrepor à polarização ideológica, avaliam governistas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal concorrente de Lula ao Planalto nas eleições de outubro, afirmou que o voto da direita ocorrerá “conforme a consciência” de cada senador. Embora Flávio tenha reiterado posição contrária e o PL mantenha orientação de voto contra, governistas interpretaram a declaração como sinal de possível flexibilidade em segmentos da oposição.

O presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) resistiu o quanto pôde a Jorge Messias e não atuou em prol do indicado de Lula. Mas, nas últimas semanas, governistas avaliam que ele também não atrapalhou, cumprindo seu dever institucional. Segundo aliados do Planalto, Alcolumbre se comprometeu a manter o painel de votação aberto pelo tempo necessário — o que já é visto como algo precioso numa disputa tão apertada.

Antes da votação em plenário, Messias ainda precisará enfrentar uma sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A expectativa governista é de que ele obtenha ao menos 16 votos favoráveis no colegiado.

Messias deve procurar se antecipar a questões mais espinhosas, como a legalização do aborto e pedidos para a condenação de envolvidos no 8 de janeiro de 2023. Neste último caso, deverá ressaltar que cumpria seu dever enquanto advogado-geral da União.

Para aliados, ele deve se abster em uma questão ou outra sob a alegação de não poder emitir opinião pessoal sobre temas que poderá julgar uma vez que for ministro da Suprema Corte.

Aliados classificam Messias como “discreto e preparado”, e ressaltam que ele precisa ser sucinto e objetivo nas respostas aos senadores, sem se estender para não se enrolar. Governistas e outros pró-Messias inclusive articulam também falar pouco na CCJ para não expor o indicado desnecessariamente e para agilizar o processo, que deve durar longas horas nesta quarta.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News