Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso confirmou, até o fim de abril de 2026, 24 casos de meningite e quatro mortes no estado, além de 13 ocorrências ainda em investigação. O cenário é considerado de alerta, especialmente nas regiões norte e central, onde a evolução rápida de alguns quadros clínicos tem mobilizado autoridades de saúde.
Na capital, Cuiabá concentra sete casos confirmados e dois óbitos. Diante da situação, a prefeitura realizou um “Dia D” de vacinação no último sábado (25) para ampliar a cobertura imunológica da população.
No norte do estado, Sinop registrou dois casos recentes de meningite meningocócica, o que intensificou o monitoramento na região. Já em Sorriso, foi confirmada a morte de uma mulher de 40 anos, moradora da comunidade Morocó, que estava internada em Lucas do Rio Verde.
Outro ponto de atenção é o Vale do Arinos, onde autoridades emitiram alerta preventivo à população, recomendando evitar aglomerações e manter a vacinação atualizada, considerando o fluxo de pessoas entre municípios da região e o norte do estado.
Apesar do avanço dos casos, a SES-MT informa que não há, tecnicamente, um surto epidemiológico configurado, já que as ocorrências estão dispersas. Ainda assim, o estado intensificou uma série de medidas preventivas.
Entre as ações adotadas estão o bloqueio vacinal, com aplicação imediata de doses em pessoas que tiveram contato direto com pacientes infectados, o monitoramento em escolas com casos suspeitos e o reforço na oferta de vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Estão disponíveis, principalmente, as doses meningocócicas C, destinadas a bebês, e ACWY, voltadas a adolescentes de 11 a 14 anos.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias e outros agentes. As formas bacterianas são as mais graves e podem levar à morte em curto período, especialmente sem tratamento imediato.
Os principais sintomas incluem febre alta repentina, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e confusão mental. Diante de qualquer sinal, a orientação das autoridades de saúde é procurar imediatamente uma unidade de pronto atendimento ou hospital.
O governo estadual mantém vigilância ativa e reforça que o diagnóstico precoce e a vacinação são fundamentais para conter o avanço da doença e evitar novos óbitos.
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