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Governo aposta em nova rodada do Desenrola diante de renda pressionada


O governo federal prepara para esta semana o lançamento do Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de dívidas, em uma tentativa de responder ao avanço recorde do endividamento das famílias brasileiras e ampliar o acesso ao crédito em meio à pressão sobre a renda.

A expectativa do Palácio do Planalto é aproveitar o simbolismo do Dia Mundial do Trabalho, em 1º de maio, para anunciar a medida como parte de uma agenda voltada ao alívio financeiro da população.

Os detalhes finais estão sendo finalizados. Nesta segunda-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu em São Paulo com representantes do setor financeiro para discutir detalhes da nova rodada. Segundo ele, há um alinhamento entre as partes institucionais e a previsão é que o anúncio seja feito ainda nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Assim como na primeira edição, lançada em 2023, o programa deve focar na renegociação de dívidas negativadas, sobretudo as relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor — modalidades marcadas por juros elevados e maior risco de inadimplência prolongada. A equipe econômica trabalha com a expectativa de descontos que podem chegar a até 90%, além de taxas de refinanciamento menores do que as atualmente praticadas pelo mercado.

Uma das principais novidades será a possibilidade de utilizar parte do FGTS para quitar débitos em atraso dentro das regras do programa. A medida, no entanto, já enfrenta resistência de setores ligados à habitação, que alertam para possíveis impactos sobre o financiamento imobiliário e para o risco de desvio da função original do fundo.

A nova rodada do Desenrola terá prazo limitado e deve contar com apoio do Fundo de Garantia de Operações, sem previsão de se tornar permanente. Ainda assim, o relançamento ocorre em um contexto politicamente estratégico, com o governo buscando estimular a recuperação das condições de crédito e reduzir a pressão econômica sobre as famílias em período pré-eleitoral.

Dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central reforçam o cenário desafiador. Em fevereiro, o estoque de dívidas das famílias alcançou 49,9% da renda disponível acumulada em 12 meses, maior patamar da série histórica, junto a julho de 2022 — alcançados em meio à recuperação econômica após a pandemia.

Além disso, segundo o BC, 29,7% da renda mensal das famílias em fevereiro estava comprometida com o pagamento de dívidas — com parte relevante desse peso concentrado apenas no pagamento de juros.



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