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De MT para o Lollapalooza: quatro bandas do estado concorrem a uma vaga para tocar no festival em SP




Quatro bandas de Mato Grosso estão concorrendo para tocar em um dos maiores festivais de música da cidade de São Paulo. O concurso “Temos Vagas – Lollapalooza”, busca revelar e apoiar bandas e artistas independentes de todo o país.
A votação é feita pelo site oficial 89 FM A Rádio Rock, e segue aberta até o dia 24 de fevereiro. Para participar, o público pode pesquisar pelo nome da banda favorita ou acessar a lista completa dos concorrentes. As mais votadas ganham visibilidade nacional e espaço nas redes sociais e nos canais de divulgação das organizadoras, o que pode impulsionar a carreira dos artistas participantes.
🎸 Conheça as bandas mato-grossenses que estão na disputa e representam o estado na competição:
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Veja os vídeos que estão em alta no g1
Metrópole Sombrê (Cuiabá)
Com uma combinação de sonoridades e temas, a banda busca criar uma experiência intensa, que mistura introspecção e crítica social,
Metrópole Sombrê
A banda cuiabana surgiu em 2022 e transita entre o shoegaze e o indie rock, com influências do rock alternativo e a urgência do pós-punk. O shoegaze nasceu nos anos 1980 e caracteriza-se por vocais suaves e quase etéreos, que flutuam sobre instrumentais densos e envolventes.
Ao g1, o vocalista Matheus, relatou que a identidade do grupo está diretamente ligada ao próprio nome. “Metrópole permite abarcar qualquer tema, desde o caos da periferia e a infraestrutura urbana, até experiências de perda, dor ou sofrimento”, contou. Já o termo Sombrê, deriva do francês “sombria” e reforça a intenção de trazer à tona a presença sombria da dor, seja do amor, da alma ou das dificuldades da vida.
Com essa combinação de sonoridades e temas, a banda busca criar uma experiência intensa, que mistura introspecção e crítica social, transportando o ouvinte para o universo sombrio que dá nome ao grupo.
Sobre a participação no festival, Matheus relata que é uma forma de deixar o trabalho da banda mais conhecido, além de ser uma grande forma de abraçar oportunidades maiores, em um espaço onde eles podem apenas se preocuparem com o som e a performance.
“Em Mato Grosso é bem difícil ter essas aberturas, esses incentivos, então, às vezes, a gente tem que fazer tudo em forma de guerrilha mesmo, todos os eventos são organizados por nós.” , relatou.
A banda é composta por:
Matheus Soares – Baterista e Vocalista
Bianca Castilho- Baixista e Back Vocal
Vitor Gabriell- Guitarrista e Back Vocal
Sr. Infame (Cuiabá)
Para o vocalista Jomar Brittes, de 51 anos, a essência do grupo está justamente na autenticidade do som.
Reprodução
Formada em 2007, a banda construiu, ao longo de 20 anos, uma trajetória marcada pela originalidade e pelo questionamento da realidade ao seu redor. As letras exploram temas sociais, existenciais e emocionais, convidando o ouvinte a refletir.
Para o vocalista Jomar Brittes, de 51 anos, a essência do grupo está justamente na autenticidade do som. Em entrevista ao g1, ele destaca um dos maiores sucessos da banda, “Abutre Social”, uma faixa que denuncia a lógica perversa do mundo virtual, onde tragédias acabam sendo naturalizadas em nome de cliques e visualizações.
“Essa letra ela fala sobre esse mundo cão que a gente vive, de pessoas que pegam o celular e gravam as atrocidades para ter engajamento na internet. A gente acaba normalizando tragédias, acontecimentos, etc. A gente tem que discutir, tem que questionar e achar errado, entendeu? […] Como toda banda de rock and roll, a gente fala sobre farra, diversão, mas também com uma poesia, né? “, relatou o vocalista.
Jomar conta que o nome “Sr Infame” surgiu a partir de uma homenagem a uma banda dos anos 90 chamada Zé Infame.
“Eu gostava da banda, né? Mas com o passar do tempo, a gente foi envelhecendo, eu falei: ‘vamos dar uma seriedade na banda na zoeira? Vamos colocar um senhor aí para dar um ar mais sério’. E assim nasceu o nome Sr. Infame”, relembrou o vocalista.
A banda é formada por:
Jomar Brittes- Vocalista;
Murilo Reis- Guitarrista;
Marcus Tubarão- Baterista;
Marcelo Naciolli- Baixista;
Confederados 163 (Sinop)
A banda mato-grossense de Sinop, formada em 2021, aposta no Country Rock e no Bluegrass como identidade musical.
Reprodução
A banda mato-grossense de Sinop, formada em 2021, aposta no Country Rock e no Bluegrass como identidade musical. Nos últimos anos, o grupo tem se consolidado como uma das revelações da cena do Norte de Mato Grosso, com apresentações em grandes eventos dentro e fora do estado.
Com repertório que transita entre clássicos do rock nacional e internacional, além de influências do country, a banda já dividiu palco com nomes conhecidos do cenário brasileiro, como IRA!, Sepultura, Michel Teló, Teodoro e Sampaio e Jad & Jadson. Segundo os integrantes, a proposta é unir energia de palco, originalidade e referências marcantes para fortalecer o som produzido em Mato Grosso.
“Desde o início nos preocupamos não só com o som mas esteticamente em trilharmos um caminho diferente. Tanto nas composições autorais como nas releituras de clássicos, você perceberá uma busca por originalidade. […] Tocar nesse palco em SP significaria que estamos no caminho certo, que sonhos podem ser vividos”, revelou a banda.
Conheça os integrantes:
Rodrigo Shimabukuro- Baixo e voz
Rodrigo Scarton- Banjo e voz
Cassio Simioni- Sanfona e voz
Ronaldo Frandoloso- Guitarra e voz
Edelton Winckler- Bateria
Som de Fita (Cuiabá)
O nome da banda faz referência à época em que os bailes tocavam fita cassete, em um aceno nostálgico ao universo analógico e à estética mais crua e física da música.
Reprodução
A Som de Fita é uma banda de rock alternativo de Cuiabá que iniciou as atividades no cenário autoral da capital mato-grossense em 2015. Com uma proposta sonora que mistura peso e melodias pop, o grupo define sua identidade como “um rock alternativo barulhento e pop”, com letras marcantes e dançantes.
O nome da banda faz referência à época em que os bailes tocavam fita cassete, em um aceno nostálgico ao universo analógico e à estética mais crua e física da música. Sobre a possibilidade de tocar em um grande festival, os integrantes afirmam que seria como “uma indicação ao Oscar”, um selo de qualidade e relevância.
“Queremos levar nossa música para o Brasil inteiro, e essa exposição pode ser um dos caminhos. Tocar no festival também seria um incentivo enorme para buscar o “Santo Graal” da música: viver dela. […] A cena autoral em MT tem muita qualidade, mas as oportunidades ainda são financeiramente inviáveis. É um estado que precisa reaprender a valorizar o autoral. Levar esse som para São Paulo seria uma forma de provar a força que já existe aqui.”, afirmou a banda.
Conheça os integrantes:
Kenny Kendy- Vocalista e Guitarrista;
Welison Kilua- Baterista;
Gabriel Lenz- Baixista;
Pablo Martinez- Guitarrista.



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