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Análise: Flávio aposta no agro; Lula em soberania


Os recentes discursos do senador Flávio Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelam estratégias distintas para conquistar o eleitorado brasileiro. A análise é de Matheus Teixeira, ao CNN Novo Dia.

Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, tem buscado uma imagem mais moderada em comparação ao pai, apresentando-se como “o Bolsonaro que tomou vacina”. Segundo Teixeira, há uma pressão no entorno de Flávio para que ele assuma um compromisso com as instituições democráticas e com o respeito ao resultado das eleições, tentando realizar uma inflexão mais ao centro.

Em sua estratégia eleitoral, Flávio Bolsonaro participou recentemente de um evento em Sinop, Mato Grosso, com o objetivo de fortalecer sua base no agronegócio. O analista explica que o senador busca angariar apoio não apenas dos grandes empresários do setor, “e não só os grandes empresários, mas, como os pequenos produtores também, e toda cadeia de negócios do agronegócio para seu lado”, aponta.

A aposta de Lula na soberania nacional

Por outro lado, o presidente Lula tem apostado no discurso da soberania nacional como sua principal bandeira. Matheus Teixeira destaca que Lula elevou o tom contra o presidente dos Estados Unidos, especialmente após o episódio envolvendo Alexandre Ramagem, que foi detido pela polícia norte-americana (ICE) numa suposta parceria com a Polícia Federal brasileira.

O analista lembra que, após os Estados Unidos retirarem a credencial do delegado brasileiro que teria auxiliado na detenção de Ramagem, Lula e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, responderam “na mesma moeda”, retirando a credencial de um policial americano que estava no Brasil.

“Justamente porque o presidente Lula está nesse objetivo e nesse mote de campanha da soberania nacional”, explica Matheus Teixeira.

Teixeira também menciona outros episódios recentes em que Lula reforçou seu discurso de soberania: a reação ao tarifaço dos Estados Unidos no meio do ano passado, considerado pelo analista como “o melhor momento do seu governo”; a crítica à tentativa de Donald Trump de vetar o presidente da África do Sul no encontro do G20; e a solidariedade prestada ao Papa, que teve embates com o presidente americano. Segundo o analista, essa estratégia de Lula está alinhada com seu objetivo de campanha focado na defesa da soberania nacional.



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