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Como enfrentar o etarismo no consultório


Na coluna de domingo, escrevi sobre quando o etarismo acontece dentro do consultório, um local que deveria ser de acolhimento. Abordei dois casos de mulheres mais velhas cuja atividade sexual foi ignorada ou até considerada inapropriada, mas o preconceito não se limita à sexualidade. Conforme vamos envelhecendo, é como se nossa voz deixasse, paulatinamente, de ser ouvida. E o que dizemos chega a ser descartado, desqualificado. O roteiro é conhecido (principalmente quando se é mulher): você nota algo em seu corpo, pesquisa a respeito e prepara uma série de perguntas. No entanto, seu médico intervém em minutos com frases como: “Isso é apenas o envelhecimento normal”. Ou: “Eu não me preocuparia com isso”.



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