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“O que eu espero nesta eleição é que as pessoas tenham consciência e visão de Estado”, afirma Cidinho Santos | Única News


Aline Almeida  – Revista Única

Natural de Janiópolis (PR) e mato-grossense de coração, José Aparecido dos Santos, mais conhecido como Cidinho Santos, foi ainda muito jovem para Mato Grosso com a família, em busca de prosperidade. Empresário do setor do agronegócio e político, nasceu em 19 de junho de 1966. É casado com Marli Becker e pai de duas filhas — Ana Gabriele e Ana Lívia. Em Mato Grosso, o filho de pequenos agricultores constituiu família, ingressou na vida pública e tornou-se um político respeitado, um gestor premiado e um empreendedor de sucesso.
Com perfil articulador e movimentações intensas nos bastidores, Cidinho é considerado um dos líderes mais influentes de Mato Grosso e tem fortes ligações com os cenários político e empresarial brasileiros. Reconhecido por sua notória habilidade em transitar nos mais diferentes meios e por ser um “cumpridor de promessas”, Cidinho conquistou respeito, prestígio e poder entre seus pares no cenário nacional. Fundou o Grupo Empreendedores do Brasil, que congrega grandes nomes dos mais variados setores de atuação empresarial e política para networking e discussões em prol do desenvolvimento do país.
Transformou a realidade de uma região de Mato Grosso por meio do fomento à cadeia da avicultura, tornando-a a principal atividade econômica da cidade de Nova Marilândia, onde foi prefeito por três mandatos. Foi presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios, secretário de Estado de Projetos Estratégicos, senador e membro do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG) da Fiesp. Cidinho atuou como presidente do Conselho Fiscal e Administrativo da Nova Rota do Oeste e ajudou a construir, junto ao Governo do Estado, um projeto que resultou na transferência da concessão da BR-163 para o Governo de Mato Grosso.

Única – Gostaria de começar falando sobre sua trajetória na presidência do Conselho de Administração da Nova Rota, os desafios encontrados e os avanços alcançados.

Cidinho Santos – Quando eu aceitei essa função, muita gente achou que era loucura, porque, naquele momento, a empresa estava em uma situação muito difícil. Tinha uma dívida muito alta, um passivo regulatório e também era uma empresa desacreditada. Muitas pessoas próximas acharam que seria um suicídio. Mas, graças a Deus e ao apoio do governador Mauro Mendes, do vice-governador Otaviano Pivetta e dos demais conselheiros — principalmente Rogério Gallo, secretário de Fazenda, Marcelo e os demais membros — conseguimos implementar um ritmo e fazer as entregas. A empresa que era um patinho feio hoje é um cisne. Uma empresa muito bem referendada entre as concessionárias do Brasil. Recebemos vários prêmios nos últimos dois anos. E, mais importante do que a premiação ou do que a própria empresa, são as vidas que foram salvas. No primeiro ano entregamos 100 km de duplicação; no ano passado, 130 km. Em cada região em que entregamos a pista duplicada, tivemos uma redução de mortes e de acidentes fatais na faixa de 86% a 90%, o que é muito significativo. No ano passado, mesmo com aquele acidente perto de Lucas do Rio Verde, quando morreram 12 pessoas, fiquei muito triste. Pensei que, se já estivesse duplicado, essas pessoas não teriam perdido a vida. Mas essas obras ficaram quase 10 anos paradas. Pegamos o que era para ser feito em oito anos e estamos fazendo em quatro. Então é um desafio bastante interessante. Sinto que dei a minha contribuição. Meu afastamento do cargo é por seis meses; depois posso voltar ou não. O importante é que as coisas já estão encaminhadas.

Única – Os cronogramas foram cumpridos?

Cidinho Santos – Temos um TAC feito com a ANTT e com o TCU. Dentro desse TAC, temos o plano de execução ao longo de oito anos. Nesse TAC havia um período para a empresa executar um percentual de obras para poder voltar ao mercado. Hoje, se quiséssemos voltar a empresa ao mercado, já seria possível, porque esse percentual mínimo já foi cumprido. No primeiro ano tivemos toda a questão da restauração das pistas, que eram muito ruins. Imagine você pagando pedágio e a pista cheia de buracos, com desnível. No primeiro ano fizemos um trabalho forte de restauração. No segundo, demos sequência à restauração e começamos a duplicação no primeiro trecho, de Posto Gil a Nova Mutum. No segundo ano demos sequência à restauração e também realizamos mais 130 km de duplicação, além dos viadutos que já foram entregues, estão sendo entregues ou estão em construção. Nossa meta neste ano é concluir o trecho de Posto Gil até Sinop. A partir de dezembro, acreditamos que as pessoas poderão sair do Posto Gil até Sinop com toda a pista duplicada. No trecho da Imigrantes, em Cuiabá, vai estar pronto; o trecho de Várzea Grande estará praticamente pronto. Entregamos a segunda ponte sobre o Rio Cuiabá, na Imigrantes, e também um trecho duplicado da ponte até o trevo de Santo Antônio do Leverger. As obras do trevo também já estão em andamento. Demos ordem de serviço ao tão sonhado Trevão de Rondonópolis, que é uma obra muito técnica. O projeto ficou maravilhoso. Estaremos investindo também mais 200 milhões de reais na restauração da pista de Rondonópolis até a Serra de São Vicente. Na Serra de São Vicente estamos construindo uma área de escape. Acontecem muitos acidentes na serra: o caminhão perde o freio e não tem onde parar. Essa área de escape é importante para reduzir acidentes fatais. Essa obra ficará pronta no final deste ano. Também estamos aprovando na ANTT a iluminação dos trechos principais das rodovias: entradas de cidades, saídas, viadutos e rotatórias.

Única – Há uma estimativa de quanto já foi investido desde quando assumiu ou quanto está previsto de investimento?

Cidinho Santos – O total dos investimentos é de 7 bilhões. Desse valor, 5 bilhões são do BNDES e 2 bilhões são aportes do MTPAR, recursos do Governo do Estado de Mato Grosso. No primeiro momento, o Estado colocou investimentos em torno de 1 bilhão de reais. Mais 500 milhões foram para pagar dívidas, então 600 milhões foram destinados a investimentos. Depois, o Estado vem colocando recursos em contrapartida ao financiamento do BNDES. Esse recurso do BNDES, evidentemente, nós ainda não gastamos todo, nem utilizamos completamente, porque ele é solicitado à medida que vamos precisando. Hoje, dos 7 bilhões, devemos ter investido em torno de 3 bilhões.

Única – O senhor, por meio da Nova Rota, recebeu em Nova York o prêmio Financiamento de Infraestrutura do Ano, no Project & Infrastructure Finance Awards, como o melhor de 2025 na América Latina. A atuação ganhou destaque pelo fato de poucos projetos de infraestrutura no Brasil captarem bem a complexidade e a inovação necessárias para obter o controle acionário, desbloquear ativos ociosos e conseguir financiamento para duplicar rodovias. Fale mais sobre essa premiação.

Cidinho Santos – No ano retrasado, fomos a Nova York e participamos da disputa do prêmio. O nosso projeto do primeiro ano era de obra de infraestrutura e ficamos em segundo lugar. Era sobre as entregas que tínhamos feito. No ano passado, o projeto de estruturação de financiamento, que fizemos com o BNDES, foi o que ganhou o prêmio. Conseguimos pegar uma empresa que, há quatro anos, estava praticamente falida, caminhando para a caducidade do contrato. Recuperamos essa empresa e conseguimos um empréstimo no BNDES de mais de 5 bilhões de reais, com a garantia dos pedágios. Não houve garantia do Estado nem vinculação de recursos públicos, apenas a garantia do pedágio. Então foi a primeira vez que isso aconteceu no BNDES. Eles falaram da confiança na empresa, mas sobretudo da confiança no Estado de Mato Grosso, um estado muito pujante, onde sabem que o agro vai continuar crescendo e que os pedágios tendem a evoluir com o aumento da receita. Foi isso que deu credibilidade e possibilitou esse financiamento.

Única – Nos trechos já duplicados, os acidentes fatais caíram drasticamente, assim como o tempo de viagem dos usuários. Quais outros avanços a população pode colher com a administração da Nova Rota?

Cidinho Santos – Além da restauração da rodovia, que traz mais segurança e conforto, também ampliamos os serviços de atendimento médico. Restauramos todas as praças e contratamos novas empresas, com mais veículos e mais profissionais. Assim, nossos pontos de atendimento também aumentaram e melhoraram, o que é muito importante para o usuário. Neste ano, estamos instalando internet 4G em todo o percurso da rodovia. Assim, quem sair da divisa com Mato Grosso do Sul até um pouco depois de Sinop — que é o nosso trecho de concessão — poderá percorrer toda a rodovia com internet 4G disponível. O que estamos buscando é justamente isso: trazer segurança, conforto e qualidade para o usuário da rodovia.

Única – Mato Grosso tem apresentado conquistas importantes, como o menor desemprego do país, liderança na produção, avanços na infraestrutura e em diversas áreas. A que podemos atribuir esses resultados tão promissores para um estado de dimensão continental?

Cidinho Santos – Olha, eu acho que é um conjunto de acontecimentos positivos. Mas esse conjunto de acontecimentos não aconteceria se não houvesse uma gestão no estado com visão, que fosse austera, que soubesse elencar prioridades e que muitas vezes não cedesse às pressões, porque é difícil. Eu já fui prefeito e sei que é muito difícil estar no cargo executivo. Você tem pressão de um lado, pressão do funcionário que quer aumento, pressão do produtor que quer uma estrada melhor, pressão das pessoas que querem a saúde melhor, e muitas vezes você não consegue atender a todos. E também há pessoas que não querem pagar impostos. Então, se você tentar atender tudo isso, não vai conseguir fazer nada nem atender ninguém. É preciso ter visão, eleger prioridades e trabalhar. Eu acho que o governador Mauro Mendes soube montar uma equipe muito bem estruturada, com essa visão de estado, e não cedeu às pressões. Houve muitas disputas, como no caso do VLT e do BRT. Na questão da pesca, por exemplo, foi uma grande discussão. Hoje as pessoas estão reconhecendo. Agora vemos as pessoas pescando e percebendo o volume de peixe que existe. Os próprios pescadores e ribeirinhos, que num primeiro momento ficaram contra, hoje estão recebendo o seguro-defeso. E, por coincidência, o Estado está pagando o seguro-defeso enquanto o governo federal não está pagando. Hoje há um reconhecimento com o turismo de pesca. O que está acontecendo no estado é a colheita de uma gestão austera e visionária. Além disso, a economia do estado cresceu, a produção aumentou e estamos vivendo um momento favorável.

Única – Para manter o crescimento, é necessária a continuidade da gestão?

Cidinho Santos – Exatamente. É preciso ter essa consciência, porque geralmente as pessoas, em campanha política, prometem tudo. Eu vejo candidatos dizendo: “Olha, vou dar 20% de RGA, mais a inflação. Vou diminuir impostos, mas vou melhorar as estradas, a saúde e a educação”. A conta não fecha. É preciso ter o mínimo de análise para perceber que isso é demagogia. Precisamos ter essa consciência. Blairo Maggi deixou o estado muito bem encaminhado e depois voltamos à estaca zero. Para consertar demora. Tanto que o primeiro mandato do Mauro foi de enfrentamento, cortando incentivos fiscais e reorganizando o estado para colher os resultados agora. Se daqui a pouco tudo se desorganiza novamente, fica difícil viver esse momento outra vez. Hoje temos exemplos, como na educação. Além de toda a melhoria na infraestrutura das escolas, hoje chegamos ao aeroporto e vemos crianças fazendo intercâmbio. Os professores recebem bonificação por metas. O nosso IDEB, que estava no último lugar, já está em oitavo e deve melhorar ainda mais. O salário inicial da educação no nosso estado é o quinto melhor do país, melhor que o de São Paulo e o de Santa Catarina. E, se incluirmos a bonificação que o estado paga aos professores, ficará em primeiro ou segundo lugar.

“A empresa que era um patinho feio, hoje é um cisne. Uma empresa muito bem referendada entre as acionárias do Brasil. Nós recebemos vários prêmios nos últimos dois anos. E mais importante do que a premiação, do que a empresa, são as vidas que foram salvas”, diz Cidinho Santos sobre a Nova Rota.

Única – Se pudesse destacar os avanços mais importantes em Mato Grosso na gestão de Mauro Mendes, quais citaria?

Cidinho Santos – Mauro Mendes elegeu prioridades, foi muito estratégico e, em todas as áreas, fez algo diferente. Se pegarmos a infraestrutura, em 300 anos foram feitos cerca de 6 mil km de asfalto. Blairo fez 3 mil km, e era quem mais tinha feito até então. Mauro está fazendo 7 mil km, ou seja, mais do que foi feito em 300 anos. Na questão das escolas, lembramos das reportagens que mostravam as chamadas “escolas de lata”. As escolas que temos hoje são impressionantes, instituições excepcionais. Na saúde, temos o Hospital Central inaugurado, os hospitais regionais reformados e o Hospital Júlio Müller em obras. O número de leitos de UTI foi triplicado no estado. Na segurança, havia viaturas paradas porque não tinham combustível — isso não existe mais. Hoje os policiais estão nas ruas. Também houve melhorias na cultura, no turismo e em outras áreas.

Única – Estamos à beira de mais um pleito eleitoral. Na sua análise, qual será o diferencial desta eleição?

Cidinho Santos – A cada eleição, as pessoas estão com humor e pensamento diferentes. Há eleições em que, se você tiver uma manchinha na camisa ou qualquer acusação, não terá ninguém votando em você. Em outras, a pessoa diz: “É corrupto, mas faz”, e o eleitor acaba votando. Então, em cada eleição o eleitor tem um humor diferente. O que eu espero nesta eleição é aquilo que já falamos antes: que as pessoas tenham consciência e visão de estado. Porque o que vemos é muita demagogia. Muitas pessoas falam, mas é preciso ter compromisso com o estado e com a continuidade daquilo que já foi feito. Foi tudo feito com muito sacrifício, não só do governo, mas também das pessoas que pagam impostos e dos servidores que tiveram que fazer sacrifícios, como no período da pandemia, por exemplo, quando não houve aumento. Então, todo mundo fez sacrifícios para chegar onde chegamos. Não podemos agora voltar para trás. Acho que o mais importante para nós é poder viajar para qualquer lugar do Brasil e ouvir as pessoas dizerem: “Mato Grosso é referência”. Antigamente, muita gente até ficava com vergonha de dizer que era de Mato Grosso, como se aqui houvesse apenas mato e onça. Então esperamos que as pessoas tenham consciência e avaliem, na hora certa, o que está sendo feito e que esse projeto precisa continuar.

Única – O partido já tem definição em relação à presidência da República?

Cidinho Santos – Nós somos de centro-direita. Então, a tendência natural é estar alinhado nesse caminho. A gente aguardava muito uma candidatura do Tarcísio, mas essa candidatura não aconteceu. Agora os partidos estão conversando em nível nacional — PL, Republicanos, União Brasil e PP — para ver quais serão, de fato, os candidatos. Essas conversas estão acontecendo e acredito que mais à frente haverá uma definição. O candidato que a gente apoiar, no mínimo, terá que ter uma reciprocidade aqui no estado.

Única – Seu nome chegou a ser colocado como vice de Otaviano Pivetta e também como suplente de Mauro Mendes. Mas o que, de fato, Cidinho planeja no campo pessoal em relação à política?

Cidinho Santos – O próprio Pivetta já falou comigo sobre essa questão da vice. Conversamos algumas vezes. Quando estamos em um grupo político, precisamos pensar em trabalhar para ganhar a eleição. Talvez eu não fosse o vice que mais contribuiria na chapa dele, porque o eleitor dele seria praticamente o mesmo eleitor meu: empresários e o pessoal do agro. Então é preciso trazer alguém que agregue valor à chapa, que traga mais votos e ajude a ganhar a eleição. Ele precisa pensar em alguém que, de preferência, seja aqui da Baixada Cuiabana, mais próximo da população, para realmente contribuir.

Única – Tem possibilidade de ser uma mulher?

Cidinho Santos – Tem possibilidade de ser uma mulher, sim. Acho que até agregaria mais à chapa dele. Agora é preciso encontrar essa mulher.

Única – O senhor deve coordenar a campanha de Mauro Mendes? Quais são as perspectivas?

Cidinho Santos – Se Mauro for candidato ao Senado, evidentemente estarei ajudando na campanha dele, na coordenação política. Também estarei ajudando Otaviano Pivetta na parte política, porque ele me convidou. Tenho também um compromisso, desde a eleição passada, com o governador Tarcísio. Ele já me chamou novamente para ajudá-lo. Então vou ter que me dividir entre ajudar Otaviano Pivetta, ajudar Mauro Mendes, ajudar Tarcísio e ainda cuidar dos meus negócios.

Única – Para o partido, qual é a meta nas eleições de 2026?

Cidinho Santos – Quando o presidente Ciro Nogueira me chamou, em 2023, para assumir a condução do PP aqui no estado, ele pediu para reestruturar o partido. Em 2022, o resultado foi muito ruim, porque não lançamos candidato a deputado federal. O Neri Geller foi candidato ao Senado, mas o voto dele foi bloqueado e depois congelado. Ou seja, o partido praticamente não teve votos no estado, nem deputado federal, nem senador. Elegemos apenas o deputado estadual Paulo Araújo. O Ciro me pediu para reestruturar o partido e buscar eleger pelo menos um deputado federal nas próximas eleições. Se conseguirmos eleger dois e ainda um senador, será ainda melhor. Estamos encaminhando para ter um deputado federal, que é o Nilson Leitão, que veio para o partido e foi uma grande aquisição. Ele já tem trabalho prestado e grande reconhecimento em todo o estado. Também temos o Victório Galli, que se filiou ao partido. Com isso, existe a possibilidade de o PP eleger até dois deputados federais na próxima eleição e entregar mais do que o presidente Ciro solicitou. Também teremos a participação da senadora Margareth Buzetti, que é candidata ao Senado. Assim, o partido deve participar da disputa majoritária e ter a possibilidade de eleger um ou até dois deputados federais.

“Muitas pessoas não sabem da minha história, de onde eu vim, do que eu fiz, do que eu construí. Se eu apresentar essa história para as pessoas, com certeza seria uma candidatura muito viável”, pontua Cidinho Santos.

Única – O senhor chegou a falar sobre uma conciliação dentro da Federação União-Progressista em relação às candidaturas ao Paiaguás. Há uma questão a ser resolvida, já que Jayme Campos manifestou interesse na disputa e existe a possibilidade de aliança com o Republicanos e apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta. Como seria essa conciliação?

Cidinho Santos – Nós vamos precisar ter maturidade. O fato da candidatura do nosso senador Jayme Campos ao governo é algo muito novo. Ele nunca havia manifestado antes esse desejo de ser candidato a governador. Até então, sempre se pensava que ele seria candidato à reeleição, mas recentemente ele vem pontuando muito sobre essa possibilidade. Daqui até julho, vamos começar a trabalhar com pesquisa qualitativa e quantitativa. A mais importante no momento é a qualitativa, para entender o que o eleitor está pensando, como avalia os pré-candidatos e como avalia o governo e os programas de governo. A partir disso, vamos definir os próximos passos. Hoje há um compromisso pessoal do governador Mauro Mendes com a candidatura de Otaviano Pivetta. Há também o desejo pessoal do senador Jayme de ser candidato ao governo, mas nenhum desses dois desejos foi formalmente comunicado ao partido ainda. O que sabemos é apenas por meio de declarações e entrevistas que eles concederam.

Única – O senhor já foi citado como um dos poucos nomes capazes de aglutinar forças políticas em torno de um projeto estadual sólido e equilibrado. Como vê essa característica e qual a importância em meio a este processo eleitoral?

Cidinho Santos – Acredito que sim, pela forma como me relaciono com todos, isso poderia ser um fator de união. Mas eu nunca fiz nada por isso. Primeiro, porque minha família não é muito simpática a essa ideia. Segundo, porque há questões já colocadas, como o fato de que Otaviano, meu amigo, é vice-governador e sempre me tratou muito bem. Ele só abriria mão se dissesse: “É você”. Por onde eu ando, sinto o feedback das pessoas. Se houvesse uma candidatura minha, e não por ambição, mas por humildade, acredito que seria viável pela minha história. Muitas pessoas desconhecem de onde vim, o que fiz e o que construí. Então, se eu apresentar essa história para o povo de Mato Grosso, certamente seria uma candidatura viável. Mas isso não é algo que precisamos procurar; está nas mãos de Deus. Se um dia tiver que ser, será.

Única – Qual é o desafio desta eleição diante das fake news?

Cidinho Santos – A inteligência artificial vem muito forte nesta eleição, e isso será um grande desafio. Tudo que é exagerado perde credibilidade. Você perde conteúdo bom por causa do conteúdo ruim. Às vezes, uma pessoa se confunde; outras vezes, há peças publicitárias ou políticas boas, mas, em meio a tantas fake news, as pessoas deixam de acreditar em tudo. É importante que o eleitor tenha discernimento para pesquisar melhor. Muitas vezes, alguém reconhece que é fake news, mas mesmo assim compartilha com 100, 1.000 ou 2.000 pessoas. Isso demonstra como o desafio da desinformação é grande, mesmo entre pessoas esclarecidas.

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