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Aéreas alertam para necessidade de racionamento de combustível de aviação


As companhias aéreas podem ter que começar a cancelar voos europeus no final de maio devido à escassez de combustível de aviação, e os governos devem começar a preparar um plano para o caso de os aeroportos precisarem racionar o combustível, afirmou nesta sexta-feira (17) um consórcio de mais de 300 empresas de aviação.

“Até o final de maio, poderemos começar a ver alguns cancelamentos na Europa por falta de combustível de aviação. Isso já está acontecendo em partes da Ásia”, declarou Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). “É importante que as autoridades tenham planos bem comunicados e bem coordenados para o caso de o racionamento se tornar necessário”, alertou.

Na quinta-feira (16), a Agência Internacional de Energia (AIE) apontou que a Europa tinha combustível de aviação suficiente para apenas cerca de seis semanas antes de enfrentar uma escassez. Walsh, na declaração, classificou essa avaliação como “alarmante”.

Embora a maior parte do mundo esteja longe do racionamento, o fato de a indústria aérea estar pedindo um plano para se preparar para uma escassez significativa de combustível demonstra a crise que as companhias aéreas enfrentam com o fechamento do Estreito de Ormuz.

O preço do combustível de aviação praticamente dobrou desde o início da guerra do Oriente Médio. Cerca de 20% do combustível de aviação mundial passa pelo Estreito de Ormuz, dos quais 69% são destinados à Europa, segundo a empresa Kpler.

O Reino Unido, a França e os Países Baixos dependem particularmente do combustível de aviação do Oriente Médio.

Embora os Estados Unidos estejam mais protegidos contra interrupções no fornecimento na região, o combustível de aviação é comercializado em um mercado global, e companhias aéreas, incluindo a United, já começaram a cancelar voos para compensar o aumento dos preços.



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