Uma carta interna de uma executiva da OpenAI, empresa dona do ChatGPT, adicionou um novo capítulo na novela envolvendo a relação da companhia e a Microsoft. O caso foi relatado pela CNBC, que teve acesso ao documento.
A mensagem em questão foi enviada pela gerente de receita da OpenAI, Denise Dresser, que trabalhou em marcas como Salesforce e Slack. Ela assume o cargo só agora, após uma contratação feita há poucos meses. Procuradas pela reportagem original, as empresas não comentaram oficialmente o assunto.
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No recado enviado aos funcionários, Dresser comenta que uma recente aliança fechada com a Amazon será a chave para a expansão da empresa no mercado corporativo — e que, ao mesmo tempo, a atual parceria com a Microsoft seria um fator que limita esse crescimento.
“Nossa parceria com a Microsoft tem sido fundamental para o nosso sucesso. Mas também limitou nossa capacidade de atender empresas onde elas estão”, diz o comunicado.
O triângulo entre OpenAI, Amazon e Microsoft
A fala da gerente reforça a atual situação contratual entre OpenAI e Microsoft. A dona do Windows foi uma das primeiras e ainda é uma das principais investidoras da empresa de inteligência artificial (IA), em um contrato que anteriormente tinha mais amarras e exclusividades.
Porém, um acordo bilionário firmado com a Amazon por US$ 50 bilhões colocou o Amazon Web Services (AWS) como a responsável pela hospedagem da plataforma Frontier, um serviço da OpenAI para clientes corporativos. A Microsoft não gostou do anúncio e ameaçou até processar a dupla.
OpenAI e Microsoft renovaram o contrato de parceria em setembro do ano passado, ainda com várias alianças de licenciamento. Porém, a companhia de IA conseguiu a permissão para eventualmente buscar outros fornecedores de infraestrutura.
Ao mesmo tempo, a Microsoft aos poucos tenta reduzir a própria dependência das versões GPT e prepara o lançamento do próprio modelo de linguagem.
Rivalidade com o Claude
Para além de comentar a aliança, a gerente cita no texto que sabe que o mercado pode ser “barulhento, volátil e distrair às vezes“, mas que o importante agora é focar em “gastar tempo com os clientes“. Ela não detalha o contexto, mas a OpenAI passou por problemas recentes de imagem com parte do público.
Dresser também orientou a equipe comercial a manter uma “mensagem positiva” ao falar sobre a OpenAI e as políticas da empresa — seguindo o caminho contrário da concorrente, a Anthropic, responsável pelo Claude.
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