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Haddad: Equilíbrio fiscal do próximo mandato exige metade do esforço atual


Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a equipe econômica de um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai conseguir crescer e reduzir a trajetória da dívida com “metade do esforço” empregado pelo seu time. 

O chefe da pasta econômica discursou neste sábado (21) na Conferência de Abertura do Fórum Empresarial Índia-Brasil, realizado no país asiático. 

“Se no próximo mandato, nós fizermos apenas metade do esforço feito até aqui para corrigir o desequilíbrio das nossas contas internas, nós conseguiremos estabilizar a trajetória da dívida pública e reduzir substancialmente os juros para permitir um ciclo de desenvolvimento ainda mais forte do que o atual”, disse. 

Em 2025, a Dívida Pública Federal subiu 18%. O montante saiu de R$ 7,316 trilhões, no fim de 2024, para R$ 8,635 trilhões, impulsionado pelo forte volume de juros, somado às emissões de títulos públicos.

Durante o evento na Índia, Haddad afirmou que o Brasil concilia a menor taxa de desemprego da história com um crescimento econômico sustentável. Para este ano, o Ministério da Fazenda estima que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresça 2,3%.

Na avaliação do chefe da pasta econômica, o Brasil tem grande potencial de atração de investimentos internacionais por sua matriz energética limpa e pela implementação da reforma tributária a partir do ano que vem. 

“As nossas reservas internacionais são um colchão de proteção que mantém a economia funcionando bem apesar dos choques externos”, acrescentou. 



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