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Após acusações, Apple nega ter removido regiões do Líbano no Maps


Nos últimos dias, diversas publicações nas redes sociais apontavam que parte da região sul do Líbano não estava disponível no Apple Maps. O motivo por trás dessa ausência seria o conflito atual entre o país com Israel, mas a Apple nega as acusações e diz que essas localizações nunca estiveram no serviço.

Em plataformas como o X, muitos usuários criticaram a Apple ao apontar que cidades e vilarejos ao sul do Líbano não apareciam no app. O aplicativo mostra a visão aérea dessas localizações, mas diferente de outras regiões do país, não havia indicativo de onde estão localizadas as cidades ou pontos urbanos.

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A Wired entrou em contato com a Apple e a gigante respondeu que essa região citada nunca fez parte do serviço do Apple Maps. Como justificativa, a companhia apontou que a experiência mais recente e detalhada do software ainda não está disponível naquela região, pois não foi lançada em todos os mercados globais.

Cidades ao norte de Israel são referenciadas no Apple Maps (Imagem: Ethan Levis/X)

Vale notar que a remoção de cidades em mapas como o Apple Maps ou Google Maps pode ser um erro de renderização. Quando afastadas, muitas regiões de diversos países mostram apenas uma ou outra cidade e até mesmo nenhuma, mas ao dar zoom naquela região, mais informações começam a surgir.

Sul do Líbano era fantasma para a Apple?

As especulações sobre a remoção de partes do Líbano começaram por receio do conflito com Israel. As forças de ocupação israelenses têm cada vez mais ocupado o sul do país, além de realizarem ataques constantes e forçarem os moradores dessas regiões a evacuarem suas casas.

  • Cidades como Bint Jbeil, Aita Ash-Shaab, Naqoura, Maroun El Ras e outras comunidades fronteiriças estão ausentes do mapa;
  • Ao tentar dar zoom em algumas localizações, o mapa mostra apenas localizações de certos comércios, como pizzarias e supermercados;
  • Nem mesmo o nome das ruas ou avenidas aparecem, somente vias bem mais importantes naquele espaço;
  • Ao utilizar aplicativos como o Google Maps, todas as áreas aparecem melhor detalhadas e com o nome das cidades bem visível;
  • Apesar disso, cidades de Israel que fazem fronteiras com o Líbano aparecem de maneira completa nos mapas;
  • Isso levantou suspeitos dos motivos pelas quais as cidades fronteiriças de Israel são referenciadas, mas as do Líbano não;
  • O Apple Maps avançou nos últimos anos e passou a incorporar mais funcionalidades, ao ponto da companhia considerar inserir anúncios no app.

A Apple não comentou como define os critérios de disponibilidade regional e por que áreas vizinhas aparecem de forma diferente na mesma plataforma se existe esse cronograma de expansão do app. A Maçã não respondeu essas solicitações, apenas de que a região nunca esteve na plataforma.

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