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Após críticas de Trump, papa diz que vai continuar protestos contra guerra


O papa Leão XIV disse à Reuters nesta segunda-feira (13) que pretende continuar se manifestando contra a guerra após as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em comentários feitos a bordo do voo papal para Argel, capital da Argélia, onde o primeiro papa americano inicia uma viagem de 10 dias por quatro países africanos, o pontífice também afirmou que a mensagem cristã estava sendo “deturpada”.

“Não quero entrar em debate com ele”, disse Leão à Reuters. “Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo.”

“Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, disse ele, falando em inglês.

“Há muita gente sofrendo no mundo hoje em dia”, disse o pontífice. “Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E eu acho que alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor.”

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump disse que Leão XIV é “fraco no combate ao crime” e ”péssimo em política externa”.

A publicação ocorreu depois do líder religioso ter condenado as políticas de Trump nas áreas de relações internacionais e imigração.

“Leão deveria se comportar como papa”, escreveu o republicano, dizendo posteriormente aos repórteres que não era um “grande fã” do pontífice.

O líder religioso se tornou um crítico ferrenho da guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro.

Leão XIV disse que a ameaça feita pelo presidente americano, de ”destruir a civilização iraniana”, era “inaceitável”.



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