A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, reabriu nesta quinta-feira (9) após 40 dias fechada por decisão de Israel, que alegou restrições de segurança devido à guerra.
Centenas de fiéis muçulmanos se reuniram ao amanhecer para a oração matinal, demonstrando gratidão por poder retornar ao local após o longo período de fechamento.
“Sou grato a Deus por reabrirem a mesquita para nós. Fiz minha oração em agradecimento, na esperança de que continue aberta e não seja fechada novamente”, disse Ibrahim Abu Rmaileh, morador de Jerusalém.
Mais tarde, nesta quinta, um grupo de judeus também teve acesso ao complexo e foi visto circulando pelo local, ação considerada provocativa por fiéis muçulmanos.
De acordo com um delicado acordo de “status quo” vigente há décadas com as autoridades muçulmanas, o complexo de Al-Aqsa é administrado por uma fundação religiosa jordaniana, permitindo visitas de judeus, mas proibindo orações no local.
Israel havia ordenado o fechamento da mesquita em 28 de fevereiro, após os ataques ao Irã, como parte de suas medidas de segurança, gerando protestos de fiéis muçulmanos.
A reabertura do local sagrado ocorreu um dia depois da declaração de cessar-fogo ao Irã feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira (8).

