Um importante oleoduto usado pela Arábia Saudita para transportar petróleo bruto até o Mar Vermelho, contornando o Estreito de Ormuz, foi alvo de um ataque, informaram três veículos de imprensa diferentes nesta quarta-feira (8).
Uma estação de bombeamento localizada ao longo dos 1.200 quilômetros do oleoduto leste-oeste foi alvo do ataque por volta das 13h, horário local, nesta quarta-feira, disseram duas fontes ao Financial Times. Uma delas informou ao jornal que o ataque ao oleoduto foi feito por um drone.
Uma fonte do setor disse à agência de notícias Reuters que o fluxo de petróleo pelo oleoduto, de propriedade e operado pela companhia Saudi Aramco, deverá ser afetado pelo ataque, embora a extensão dos danos ainda esteja sendo avaliada.
O site Bloomberg também noticiou que o oleoduto foi atingido por um ataque de drone, citando uma pessoa familiarizada com o assunto.
Autoridades sauditas não responderam imediatamente a um pedido de comentário da CNN. O Ministério da Defesa saudita afirmou ter interceptado nove drones na manhã desta quarta-feira, mas não especificou o local.
A CNN entrou em contato com a Aramco para obter um posicionamento.
O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita é um dos dois na região que contorna o Estreito de Ormuz, onde a guerra no Irã causou significativas interrupções no comércio.
Transportando petróleo bruto através do país, conectando Abqaiq, um campo petrolífero próximo à costa leste do Golfo Pérsico, com o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, o oleoduto tornou-se uma parte crucial do comércio de exportação de petróleo do país desde o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz.
O oleoduto está operando em plena capacidade, redirecionando cerca de sete milhões de barris por dia para o porto de Yanbu, na Arábia Saudita, informou a Reuters.
A CNN noticiou no mês passado o aumento do tráfego nos portos sauditas do Mar Vermelho em meio à interrupção do Estreito de Ormuz.
O jornalista Nic Robertson, da CNN, obteve acesso exclusivo ao porto de Jeddah, onde as autoridades sauditas disseram esperar um aumento de cerca de 50% no tráfego de cargas com destino aos países do Golfo.

