Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas na noite de terça-feira (7), e diversos países reagiram e declararam apoio à pausa na guerra no Oriente Médio, muitos deles cobrando pela abertura permanente no Estreito de Ormuz.
O porta-voz do governo do Japão, Minoru Kihara, afirmou que o país saúda o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã e reiterou a importância de garantir a passagem segura no Estreito de Ormuz.
“O Japão espera que um acordo final seja alcançado rapidamente por meio da diplomacia e continuará seus esforços diplomáticos em estreita colaboração com a comunidade internacional para atingir esse objetivo”, disse Kihara aos repórteres.
Na Alemanha, o ministro das Relações Exteriores também saudou a trégua anunciada pelos países e afirmou que esse deve ser o “primeiro passo crucial rumo a uma paz duradoura, pois as consequências da continuação da guerra seriam incalculáveis”.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse nesta quarta-feira (8) que o governo alemão acolheu favoravelmente o cessar-fogo de duas semanas acordado entre os países.
China
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta quarta-feira que acolhe com satisfação os acordos de cessar-fogo com o Irã , acrescentando que o país também tem feito esforços para alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio.
“Apoiamos os esforços de mediação feitos pelo Paquistão e outros países. A China tem defendido consistentemente um cessar-fogo imediato e o fim dos combates, resolvendo as disputas por meios políticos e diplomáticos”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, a jornalistas.
Reino Unido
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse em um comunicado que saúda o acordo de cessar-fogo alcançado entre os países “que trará um momento de alívio para a região e para o mundo”.
“Juntamente com nossos parceiros, devemos fazer todo o possível para apoiar e manter este cessar-fogo, transformá-lo em um acordo duradouro e reabrir o Estreito de Ormuz”, afirmou.
Ele viajará ao Golfo Pérsico nesta quarta-feira (8) para dialogar com líderes regionais e tentar garantir a abertura permanente do Estreito, informou seu gabinete.
França
O presidente da França, Emmanuel Macron, saudou o cessar-fogo entre os países, afirmando que o acordo parecia estar se mantendo, mas alertou que a situação no Líbano continuava crítica e deveria ser incluída no acordo.
Em discurso no início de uma reunião do Conselho de Defesa, Macron afirmou que a França espera que o cessar-fogo seja plenamente respeitado em toda a região nos próximos dias e semanas, acrescentando que as negociações são a única maneira de garantir uma estabilidade duradoura.
O líder francês também saudou o anúncio do Irã de que estava pronto para reabrir o Estreito de Ormuz, afirmando que Paris estava trabalhando com cerca de 15 países parceiros em planos para uma missão marítima defensiva para ajudar a retomar a navegação.
Ele também comemorou a libertação dos cidadãos franceses Cécile Kohler e Jacques Paris após mais de três anos de detenção, agradecendo a Omã pela sua mediação.
Austrália
Anthony Albanese, o primeiro-ministro da Austrália, afirmou que o país saúda o cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio, alcançado para negociar uma solução para o conflito entre os Estados Unidos e Israel com o Irã.
Ele disse ainda que a Austrália tem trabalhado com parceiros internacionais em apoio aos esforços diplomáticos para reabrir o Estreito de Ormuz.
Comissão Europeia
A presidente da Comissão Europeia , Ursula von der Leyen, saudou também o cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que ele aliviará as tensões.
“Saúdo o cessar-fogo de duas semanas que os EUA e o Irã acordaram ontem à noite. Ele traz uma desescalada muito necessária”, declarou ela, acrescentando que é crucial que as negociações continuem para uma solução duradoura.
Rússia
O Kremlin acolheu a trégua de duas semanas acordada entre os dois países e afirmou que a Rússia espera que os EUA agora tenham tempo e condições para retomar as negociações de paz trilaterais sobre a Ucrânia.
Em uma conversa com jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse: “Recebemos com satisfação a notícia do cessar-fogo. Acolhemos com satisfação a decisão de não prosseguir com a escalada armada.”
Questionado sobre se o cessar-fogo com o Irã poderia facilitar novas negociações sobre a Ucrânia, Peskov afirmou: “Esperamos que, num futuro próximo, (os EUA) tenham mais tempo e maiores oportunidades para se reunirem num formato trilateral”, referindo-se às negociações realizadas entre a Rússia , a Ucrânia e os EUA.
Moscou havia declarado anteriormente que as negociações de paz com a Ucrânia haviam sido suspensas após o início das hostilidades no Irã.
As negociações começaram no ano passado em Istambul e conversas trilaterais com os EUA foram realizadas no início deste ano em Abu Dhabi e Genebra.
Mas o progresso tem sido lento, em grande parte devido a um impasse territorial.
A Rússia exige que a Ucrânia ceda o restante da região de Donbass, mas Kiev se recusa a entregar terras que as forças de Moscou não conseguiram capturar em mais de quatro anos de guerra.

