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CPI do Crime se reúne após Ibaneis ser liberado pelo STF de comparecer


A CPI (comissão parlamentar de inquérito) do Crime Organizado se reúne, na manhã desta terça-feira (6), em sessão voltada à tomada de depoimentos. No entanto, após ter a presença facultada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o comparecimento do ex-governador Ibaneis Rocha é dado como pouco provável.

Além de Ibaneis, a comissão parlamentar tem na pauta a oitiva de André de Albuquerque Garcia, secretário Nacional de Políticas Penais, para falar sobre as ações envolvendo o “domínio territorial das facções dentro das unidades prisionais” do país.

Na última semana, o ministro André Mendonça, do STF, decidiu que o ex-governador do DF não é obrigado a comparecer. O ministro baseou a decisão no direito à não autoincriminação.

No final de março, a CPI aprovou a convocação de Ibaneis e do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, após deixarem os cargos. Antes da convocação, os dois haviam sido convidados a prestar depoimento, mas não compareceram.

Os senadores queriam ouvir Ibaneis quanto às relações comerciais do escritório de advocacia que ele fundou com entidades investigadas pelas denominadas Operação Compliance Zero e Operação Carbono Oculto, conduzidas pela Polícia Federal.

Requerimento de convocação aprovado pela comissão parlamentar também aponta a intenção de apurar o papel institucional exercido pelo Governador nas decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB), cujas operações com o Banco Master constituem objeto central de investigações em curso.

Ibaneis deixou o cargo em fevereiro para abrir caminho a uma candidatura nas eleições deste ano. A transição ocorreu em meio à repercussão política do escândalo envolvendo o Banco Master e operações ligadas ao BRB, que elevaram a pressão sobre o cenário local.

O Banco de Brasília chegou a tentar comprar o Banco Master, mas a operação foi rejeitada pelo Banco Central.

Em depoimento à PF (Polícia Federal) divulgado em março, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que se reuniu com o governador Ibaneis Rocha para tratar da venda do Banco Master ao BRB. Segundo ele, os encontros ocorreram entre 2024 e 2025, tanto em sua residência quanto na casa do governador, em Brasília.

Prorrogação

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, afirmou nesta segunda-feira (6) ter protocolado um pedido para que o colegiado seja prorrogado por mais 60 dias. A comissão tem prazo de funcionamento até 14 de abril. O aval para a prorrogação, no entanto, depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Como a CNN mostrou, a comissão tem buscado avançar nas investigações sobre a fraude financeira do Banco Master. Segundo o relator, a prorrogação mira em especial a análise dos documentos obtidos pela CPI relacionadas à “teia de relações revelada pelo caso Master”.



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