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Qual a diferença de desinchar e emagrecer? Especialistas explicam


Muitas pessoas recorrem a chás diuréticos ou até medicamentos com o objetivo de “perder peso rápido”. Em muitos casos, a balança realmente mostra números menores após alguns dias. Mas especialistas alertam: nem sempre isso significa emagrecimento de fato. Muitas vezes, trata-se apenas da perda de líquidos do corpo.

A diferença entre desinchar e emagrecer é fundamental para entender o que realmente está acontecendo com o organismo.

O inchaço geralmente está relacionado à retenção de líquidos. O corpo humano é composto por cerca de 60% de água, e diversos fatores podem fazer com que o organismo armazene esse líquido de forma excessiva nos tecidos entre as células.

O consumo excessivo de sal, alterações hormonais, sedentarismo, pouca ingestão de água ou até longos períodos sentado ou em pé são alguns dos fatores que contribuem para a retenção de líquido. Quando a pessoa utiliza chás diuréticos ou substâncias com esse efeito diurético, o corpo elimina mais líquido por através da urina.

Segundo especialistas em nutrição, o problema é que a perda de líquidos pode criar uma falsa sensação de progresso. Assim que a pessoa volta a se hidratar normalmente ou retoma hábitos anteriores, o peso tende a retornar rapidamente.

“A retenção de líquidos pode ser provocada por diversos fatores, como consumo excessivo de sódio, baixa ingestão de água, alterações hormonais, sedentarismo e até longos períodos sentado ou em pé. Em alguns casos, também pode estar associada a problemas de saúde ou ao uso de determinados medicamentos. Por isso, é importante avaliar o contexto antes de tentar tratar o inchaço’, explica Thyago Nishino, nutricionista.

Já o emagrecimento ocorre quando o corpo reduz sua quantidade de gordura. Esse processo acontece quando há um déficit calórico, ou seja, quando a pessoa consome menos calorias do que gasta ao longo do dia. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono adequado e hábitos saudáveis são fatores fundamentais para que essa redução aconteça.

“A perda de gordura é um processo metabólico mais lento, que envolve déficit calórico, preservação de massa muscular e melhora da saúde metabólica’, diz Sandro Ferraz, nutrólogo.

Os chás com efeito diurético, como os de hibisco, cavalinha ou dente-de-leão, podem ajudar a reduzir a retenção de líquidos em alguns casos. Ainda assim, eles não devem ser encarados como solução para emagrecimento.

“Isso pode reduzir o inchaço e dar uma sensação de leveza no corpo. Porém é importante deixar claro que eles não promovem emagrecimento real. A redução do peso observada ocorre principalmente por eliminação de líquidos, não por redução de gordura corporal. Quando usados dentro de uma rotina saudável, podem ajudar a diminuir o inchaço, mas não substituem alimentação equilibrada, atividade física e controle metabólico”, acrescenta Ferraz.

Outro ponto de atenção é o uso indiscriminado de medicamentos diuréticos. Sem orientação médica, eles podem causar desidratação, desequilíbrio de eletrólitos e até problemas renais.

“Além disso, o uso inadequado pode mascarar problemas de saúde ou gerar a falsa impressão de emagrecimento. Medicamentos com efeito diurético devem ser utilizados apenas quando há indicação médica’, acrescenta Nishino.

Especialistas reforçam que observar apenas o número na balança pode ser enganoso. Mudanças reais na composição corporal como redução de gordura e aumento de massa muscular são mais importantes para a saúde do que oscilações rápidas de peso causadas pela perda de líquidos.

Por isso, ao buscar emagrecer, o foco deve estar em mudanças sustentáveis no estilo de vida, e não em estratégias que provocam apenas resultados temporários.

“O emagrecimento saudável e duradouro está ligado à construção de hábitos consistentes. Isso inclui manter uma alimentação equilibrada, com boa distribuição de proteínas, carboidratos e gorduras, priorizar alimentos naturais, controlar o consumo de ultraprocessados, praticar atividade física regularmente, dormir bem e gerenciar o estresse. O foco deve estar em mudanças sustentáveis no estilo de vida, e não em soluções rápidas”, acrescenta o nutricionista.



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