Uma empresária acusada de falsificar documentos do ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho foi presa na cidade de Assunção, no Paraguai, na tarde dessa quinta-feira (2). Dalia López, de 55 anos, estava foragida desde 2020. As informações foram divulgadas pela Polícia Nacional e pelo Ministérico público do país.
Segundo a polícia do Paraguai, a mulher tinha um mandado de prisão em aberto e é acusada pelos crimes de falsificação de documentos públicos e associação criminosa.
De acordo com o Ministério Público paraguaio, a operação contra Dalia foi liderada pelo procurador Federico Leguizamón, que conduziu os procedimentos que permitiram a localização e a prisão da mulher.
Em 2021, um procurador do órgão destacou que “a capacidade desta mulher de escapar da Justiça, de permanecer foragida, é claramente superior à capacidade da polícia de a deter”.
Ele reforçou que o caso tem um grande impacto na sociedade, já que a produção de documentos falsificados numa associação criminosa é extremamente perigosa para a segurança do Estado. “Esta mulher demonstra uma força superlativa em comparação com a capacidade da Polícia Nacional para executar a ordem”, completou.
Governo paraguaio confirma que Ronaldinho Gaúcho portava passaporte adulterado
A CNN Brasil tenta localizar a defesa da empresária. O espaço segue aberto.
Prisão de Ronaldinho
Ex-jogador da Seleção Brasileira e do Barcelona, Ronaldinho ficou preso no país vizinho cerca de um mês após apresentar passaporte e identidades falsos, que o MP aponta terem sido concedidos por Daila.
Segundo a denúncia, ela teria falsificado os documentos e facilitado a entrada do “Bruxo” no Paraguai.
Após pagar uma fiança de US$ 1,6 milhão, cerca R$ 8,2 milhões na cotação atual, o ex-jogador recebeu prisão domiciliar e foi liberado do país depois de cinco meses mediante pagamento de multa.
O irmão de Ronaldinho, Roberto de Assis Moreira, também ficou detido pelos mesmos motivos do ex-atleta.

