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Deeptech: o que é e como pode solucionar problemas complexos


Com potencial para revolucionar o mercado, solucionando problemas complexos, as startups deeptech possuem alto valor estratégico e vantagem competitiva. Elas lidam com pesquisas científicas e engenharia avançada.

Presentes em áreas como biotecnologia, aeroespacial e meio ambiente, entram em ação para resolver desafios que demoram anos e exigem recursos inéditos. Além disso, buscam transformar segmentos inteiros.

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O que é deeptech?

Também conhecidas como empresas de tecnologia profunda, as deeptechs são startups que se concentram no desenvolvimento de soluções para mudar radicalmente indústrias, economias e vidas. Para tanto, se baseiam na ciência.

Capazes de transformar ficção em realidade, elas se caracterizam, ainda, por projetos de alto risco e longo prazo, variando de cinco a 10 anos e integrando múltiplas disciplinas. Esses empreendimentos geralmente dependem de investimento significativo.

As startups de tecnologia avançada, outra maneira de denominá-las, consideram tanto desafios urgentes quanto os que abordam necessidades não atendidas. Grandes problemas sociais, como mudanças climáticas, escassez de energia e crises de saúde, também estão no foco delas.

As deeptechs usam tecnologias ainda mais avançadas em seus projetos. (Imagem: shapecharge/Getty Images)

Origem do conceito de deeptech

A expressão utilizada para classificar as startups de tecnologia de ponta ganhou popularidade na última década. No entanto, o conceito é considerado uma evolução de métodos clássicos.

Muitos recursos atuais possuem raízes na inovação disruptiva das deeptechs. Em meados do século XX, tecnologias de longo prazo e alto risco, como semicondutores e ferramentas de biotecnologia, eram financiadas pelo capital de risco, da mesma maneira que agora.

A tecnologia profunda vem passando por uma nova etapa, ganhando maturidade científica e colaboração global. As melhorias contribuem para acelerar o desenvolvimento e encurtar a jornada entre o laboratório e o mundo real, tornando as inovações mais impactantes.

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A tecnologia avançada apoiou o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. (Imagem: janiecbros/Getty Images)

Qual a diferença entre deeptech e tecnologia normal?

Embora tenham a inovação como objetivo, os dois modelos apresentam diferenças significativas no desenvolvimento e na natureza. Os projetos das deeptechs são muito mais ambiciosos, com altos investimentos, e envolvem maiores riscos.

Além disso, baseiam seus trabalhos em descobertas científicas, demandando anos para resolver desafios que causam grandes impactos na sociedade. Por conta da alta complexidade, desenvolvem uma propriedade intelectual sólida e difícil de replicar, com vantagem competitiva a longo prazo.

Já as startups convencionais priorizam soluções rápidas e com investimento mínimo, visando a entrada no mercado e a conquista de novos usuários. Elas exploram recursos existentes e lidam com plataformas digitais, funcionalidades de softwares e aplicativos móveis.

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Iniciativas de sustentabilidade também estão entre os trabalhos envolvendo startups deeptech. (Imagem: Scharfsinn86/Getty Images)

Em um exemplo que esclarece a diferença entre deeptech e startups tradicionais, uma empresa que segue o modelo convencional é contratada para criar um app baseado em inteligência artificial. A companhia de tecnologia de ponta, por sua vez, seria a desenvolvedora do sistema no qual a primeira vai trabalhar.

Como a deeptech resolve problemas complexos

Fazendo inovação tecnológica pura, as startups deeptech buscam soluções em avanços científicos, engenharia de ponta e novos materiais. Computação quântica e IA são outras ferramentas que ajudam nesse trabalho.

Porém, as empresas podem se deparar com desafios para iniciar a jornada, como obter o financiamento inicial, pela natureza de longo prazo e as incertezas quanto ao retorno, o que afasta investidores. Encontrar profissionais especializados é outra dificuldade.

Os desafios também envolvem a autorização de reguladores, principalmente nas áreas de energia e biotecnologia, atrasando a disponibilidade. Outro problema é a necessidade de mudar práticas estabelecidas, deixando a adoção de tecnologias disruptivas mais lenta.

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A computação quântica é uma das ferramentas usadas pelas deeptechs. (Imagem: gorodenkoff/Getty Images)

Diferentes aplicações da deeptech

As startups baseadas em pesquisa científica têm sido responsáveis por grandes inovações, que impactaram a sociedade em vários segmentos. Confira exemplos de deeptech na prática:

  • Saúde e biotecnologia: desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro (mRNA), como as de covid-19, novas terapias contra o câncer, cirurgias robóticas e órgãos criados em impressoras 3D;
  • Energia e sustentabilidade: geração de energia renovável, baterias sustentáveis para carros elétricos, soluções para descarbonização e monitoramento ambiental;
  • Novos materiais: alternativas desenvolvidas a partir de recursos biológicos para substituir plásticos e outros compostos que afetam o meio ambiente;
  • IA e computação: soluções de IA de ponta, segurança cibernética avançada e computadores quânticos para aprimorar tarefas em diferentes segmentos;
  • Bioeconomia: novos insumos sustentáveis como biofertilizantes e fitomedicamentos;
  • Manufatura: robôs industriais, processamento a laser, nanomanufatura;
  • Blockchain: contratos inteligentes, web 3.0 e soluções envolvendo criptomoedas;
  • Mobilidade avançada: veículos elétricos e autônomos e aeronaves hipersônicas;
  • Tecnologia aeroespacial: avanços em veículos de lançamentos para satélites de pequeno e médio porte e foguetes reutilizáveis, trazendo economia nas viagens espaciais.

Principais tecnologias envolvidas na deeptech

O tipo de inovação tecnológica empregado depende do projeto. No desenvolvimento de sistemas autônomos e industriais, por exemplo, usa-se a robótica, enquanto a biotecnologia combina recursos de biologia, química e engenharia.

A computação quântica também se destaca, revolucionando a medicina com simulações moleculares e a descoberta de tratamentos, e a indústria na criação de materiais com propriedades específicas. Já na informática, abre caminho para métodos criptográficos mais robustos.

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O setor aerorespacial é um dos mais beneficiados pela tecnologia profunda. (Imagem: Brandon Moser/Getty Images)

Inteligência artificial e machine learning

Essas duas ferramentas estão presentes em praticamente todas as iniciativas. Elas vão além de tarefas convencionais, promovendo o entendimento e a geração da linguagem humana, a identificação de padrões e o uso em diagnósticos avançados.

Aprendizado de máquina e IA também auxiliam a criar redes neurais artificiais para processar dados complexos com diferentes aplicações. Além disso, podem adicionar a visão computacional, fazendo as máquinas reconhecerem cenários, pessoas e objetos.

O crescimento das startups deeptech

De acordo com o Distrito, plataforma de estratégia e tecnologia voltada à IA, 2025 foi marcado pela ascensão do setor de IT Services, no qual se incluem as deeptechs, no mercado de capital de risco na América Latina. Elas se aproximaram das fintechs, que historicamente lideram em volume de aportes.

O cenário foi parecido no Brasil, com as empresas de tecnologia financeira levantando US$ 771,5 milhões, o equivalente a R$ 4,04 bilhões pela cotação atual. Já as empresas de TI alcançaram US$ 218 milhões (R$ 1,14 bilhão), segundo o relatório, quase um terço do obtido pelas fintechs.

“Esse movimento indica que o alto interesse em IA e infraestrutura tecnológica está atraindo capital para essas verticais, mesmo sem saídas ou benchmarks locais consolidados”, afirmou o Distrito, em comunicado. A empresa classificou o resultado como um marco.

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Entre as aplicações da deeptech na indústria, os chips de IA devem se tornar um dos maiores impulsionadores da tecnologia. (Imagem: luza studios/Getty Images)

O futuro da deeptech no mundo

Especialistas apontam que as empresas de inovação disruptiva vão ocupar, cada vez mais, posição central na resolução de desafios globais complexos, deixando de lado o nicho. Elas já respondem por aproximadamente 20% do investimento em capital de risco, em todo o mundo.

Recentemente, mais uma empresa de tecnologia avançada se tornou unicórnio. Trata-se da Frore Systems, especializada na produção de sistemas de resfriamento líquido para chips de IA, lançando produtos compatíveis com componentes da Nvidia, AMD e Qualcomm.

Ao levantar US$ 143 milhões (R$ 748 milhões) em uma rodada de financiamento série D, a Frore alcançou avaliação de mercado de US$ 1,64 bilhão (R$ 8,5 bilhões), se juntando à Positron e Recursive Intelligence, que também se transformaram em startups unicórnio em 2026.

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