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Ataque a ponte no Irã deixa oito mortos e 95 feridos, diz mídia local


Um ataque conjunto dos EUA e Israel a uma ponte importante nos arredores de Teerã matou pelo menos oito pessoas e feriu outras 95, de acordo com a mídia local.

Vários ataques atingiram a ponte B1, a cerca de 40 quilômetros a oeste da capital iraniana, na quinta-feira (2), cortando uma rota importante em construção entre Teerã e a cidade de Karaj, informou a agência semi-oficial Fars News Agency, citando um oficial de segurança local.

As vítimas fatais incluíram “moradores da aldeia de Bilqan, viajantes de passagem e famílias que estavam na área para o Dia da Natureza”, o último dia dos feriados de Nowruz, disse um oficial local, de acordo com um relatório posterior da Fars.

Muitas famílias passam o Dia da Natureza ao ar livre, geralmente fazendo piqueniques perto de rios e pontos turísticos naturais.

A travessia era “a ponte mais alta do Oriente Médio”, afirmou a agência de notícias Mizan, ligada ao judiciário. Ela foi projetada para reduzir o tempo de viagem de uma hora entre Teerã e Karaj para 10 minutos e era vista como um “orgulho para os engenheiros iranianos”, de acordo com a mídia local.

A CNN entrou em contato com o Comando Central dos EUA para comentar sobre o assunto. O exército israelense informou à CNN que “não estava ciente” de um ataque israelense à ponte.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás realizou ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas afirmam que seus alvos são apenas os interesses dos Estados Unidos e de Israel nesses países.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos diretamente relacionadas aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão.

Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro”. Ele havia afirmado que precisava estar envolvido no processo e destacou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.



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