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Após um mês de guerra, premiê do Líbano diz que não há fim à vista


O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou nesta quinta-feira (2) que não há perspectiva de fim para a guerra que já deslocou cerca de um milhão de pessoas no último mês.

O Líbano entrou no segundo mês do conflito entre o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, e Israel, que prometeu ocupar áreas do sul do país como parte de uma “zona de segurança” para proteger seus próprios moradores do norte.

“O Líbano se tornou vítima de uma guerra, uma guerra cujos resultados e a data de término ninguém pode prever”, disse Salam a jornalistas nesta quinta, após reunião do gabinete.

“As posições das autoridades israelenses e as ações do seu Exército indicam objetivos de longo prazo, incluindo uma expansão significativa da ocupação de territórios libaneses, discussões perigosas sobre a criação de zonas-tampão ou cinturões de segurança, e o deslocamento de mais de um milhão de libaneses”, acrescentou.

A declaração de Israel de que manterá controle sobre o sul do Líbano reforçou temores de uma ocupação prolongada, após a retirada israelense que durou duas décadas e terminou em 2000.

Salam afirmou que seu governo vai intensificar esforços diplomáticos e políticos para encerrar a guerra. Até o momento, o presidente libanês, Joseph Aoun, não respondeu ao pedido de negociações diretas com Israel.

Israel continuou os ataques no Líbano mesmo após o cessar-fogo de 2024 que encerrou a última guerra com o Hezbollah, mantendo tropas em cinco pontos estratégicos no sul do país.

O país lançou uma campanha aérea e terrestre em grande escala depois que o Hezbollah disparou contra Israel em 2 de março, em solidariedade ao Irã, após Estados Unidos e Israel iniciarem sua ofensiva contra Teerã.

Salam, sem mencionar o Hezbollah diretamente, condenou os ataques coordenados com a Guarda Revolucionária do Irã.

Mais de 1.300 pessoas foram mortas em ataques israelenses, e cerca de um quinto da população libanesa foi deslocada. Israel emitiu ordens de retirada que abrangem aproximadamente 15% do território do país.



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