A polícia prendeu um homem na noite de quarta-feira (25), em Sorriso (MT), após ele pichar o muro da casa de um policial militar com a sigla de uma facção criminosa. Câmeras de segurança flagraram a ação e permitiram a rápida identificação do suspeito.
Durante a abordagem, o homem confessou o crime. Ele afirmou que um líder de organização criminosa ordenou a pichação para divulgar o nome da facção na cidade. A polícia confirmou a informação durante a investigação inicial.
O suspeito declarou que não sabia que o imóvel pertencia a um policial militar. Mesmo assim, os investigadores descartaram ameaça direta e enquadraram o caso como propaganda criminosa.
Justiça enquadra suspeito por dois crimes
A Polícia Civil autuou o homem por promoção de organização criminosa, conforme a Lei nº 12.850/2013. A legislação prevê punição para quem divulga ou fortalece grupos criminosos, mesmo sem participação direta em outros delitos.
A polícia também enquadrou o suspeito por crime ambiental, com base na Lei nº 9.605/1998, que proíbe pichação em áreas urbanas sem autorização. A Justiça pode aplicar pena de detenção e multa, conforme a gravidade do caso.
Polícia amplia operações contra facções em Sorriso
A Polícia Civil intensificou operações contra facções criminosas em Sorriso. Nos últimos meses, equipes realizaram diversas prisões ligadas à divulgação e atuação desses grupos na região.
As autoridades tratam pichações como estratégia de fortalecimento territorial das facções. Por isso, as forças de segurança priorizam o combate a esse tipo de crime, mesmo quando não há ameaça direta.
Sim. A legislação ambiental proíbe pichação sem autorização e prevê multa e detenção.
Sim. A lei considera crime promover ou divulgar organização criminosa, com pena de reclusão.
Você pode ligar 197 (Polícia Civil) ou 190 (Polícia Militar), com garantia de sigilo.

