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Produtores rurais e empresários são intimados por falsas exportações de grãos e sonegação fiscal em MT




Investigações revelaram um grupo estruturado com empresas fictícias, falsificação de documentos e uso de laranjas
Reprodução
Trinta pessoas foram intimadas durante a segunda fase da Operação Fake Export, nesta quarta-feira (25), que mira o combate à sonegação fiscal praticada por produtores rurais e administradores de empresas que adotam condutas irregulares perante o fisco estadual, em Mato Grosso.
Segundo o comitê, a ação tem como foco supostos administradores de empresas investigadas e produtores rurais que mantiveram relações comerciais com os alvos da primeira fase, realizada em dezembro de 2025.
Na primeira fase, o esquema era baseado na criação de empresas fictícias, falsificação de documentos e uso de “laranjas” para dar aparência de legalidade a operações de exportação que, na prática, nunca ocorreram.
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Ainda conforme a polícia, uma das empresas envolvidas movimentou R$ 86,8 milhões entre janeiro e setembro de 2023, dos quais R$ 42,9 milhões corresponderam a notas fiscais declaradas como exportação sem qualquer comprovação de saída do país.
O grupo utilizava indevidamente o Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP), referente à remessa com fim específico de exportação, sem apresentar a documentação obrigatória, como registros alfandegários ou comprovantes de embarque.
Na prática, as cargas permaneciam em território nacional, gerando prejuízo milionário à arrecadação estadual e afetando a concorrência no setor agrícola, informou a polícia.
Cargas permaneciam em território nacional, gerando prejuízo milionário à arrecadação estadual
Reprodução



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