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Irã continuará cobrando taxa pela passagem segura por Ormuz, diz autoridade


O Irã “com certeza” continuará cobrando uma taxa de países e embarcações pela passagem segura pelo Estreito de Ormuz, afirmou um alto funcionário iraniano, referindo-se via navegável que o Irã efetivamente fechou ao tráfego marítimo internacional.

“Uma série de medidas está em vigor para a passagem pelo Estreito de Ormuz devido à situação de guerra imposta ao Irã”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, em entrevista ao India Today na noite de terça-feira (24).

“Outros Estados que não têm nada a ver com este ato de agressão podem atravessar o Estreito de Ormuz após a necessária coordenação com as autoridades iranianas, para garantir que a passagem seja feita de forma segura”, acrescentou.

Os comentários surgiram depois que o Ministério das Relações Exteriores do Irã enviou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional afirmando que “embarcações não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz se coordenarem com as autoridades iranianas, informou a Reuters.

O tráfego pelo estreito, por onde normalmente passa um quinto da produção mundial de petróleo, foi severamente reduzido desde o início do conflito, há três semanas. A CNN noticiou anteriormente que Teerã estava considerando permitir a passagem de algumas embarcações pelo estreito, desde que a carga fosse negociada em yuan chinês.

Segundo informações da Lloyd’s List Intelligence, pelo menos duas embarcações que transitavam pelo estreito teriam pago para garantir sua passagem segura, sendo que uma das taxas teria sido de US$ 2 milhões. A CNN não conseguiu verificar a informação de forma independente.

“Os próprios Estados Unidos têm usado sua moeda como arma contra toda a economy mundial há décadas — impondo sanções a países e pressionando estados em todo o Sul Global”, disse Baghaei ao India Today.

Anteriormente, Sultan Ahmed Al Jaber, chefe da gigante estatal de energia ADNOC, nos Emirados Árabes Unidos, afirmou que o fechamento efetivo do estreito é “terrorismo econômico contra todas as nações”.



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